Pesquisa revela queda no uso de álcool e drogas entre adolescentes em Alagoas, mas aponta desigualdades
Dados da PeNSE 2024 mostram que 48,9% dos estudantes já experimentaram bebida alcoólica; consumo de drogas ilícitas caiu, mas é mais que o dobro na rede pública
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A Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE) 2024, divulgada nesta terça-feira (31) pelo IBGE, trouxe um panorama detalhado sobre o consumo de álcool e drogas ilícitas entre estudantes de 13 a 17 anos em Alagoas e Maceió. Os dados apontam reduções significativas em relação a 2019, mas também revelam diferenças importantes entre gêneros e redes de ensino.
Em Alagoas, 48,9% dos escolares já experimentaram bebida alcoólica alguma vez na vida — um índice abaixo da média nacional (53,6%). Entre as mulheres, o percentual foi de 51,4% , contra 46,3% entre os homens. Na comparação com 2019, houve uma queda de cerca de 10% no estado.
Em Maceió, a redução foi ainda mais expressiva: de 63,1% em 2019 para 49,8% em 2024 — uma queda de aproximadamente 21%. Na capital, a diferença entre os sexos é acentuada: 56,4% das meninas já beberam, contra 43,2% dos meninos, o que significa que o consumo entre mulheres é 31% maior.
Em Alagoas, 25,8% dos adolescentes que já consumiram álcool começaram a beber com 13 anos ou menos. O percentual é maior entre as mulheres (27,2%) do que entre os homens (24,5%). Em Maceió, o início precoce também caiu: de 33,8% em 2019 para 26,6% em 2024.
O percentual de estudantes que já experimentaram drogas ilícitas em Alagoas foi de 5,8% , abaixo da média nacional (8,3%). Houve queda de 12% em relação a 2019. O consumo é maior entre os homens (6,8%) do que entre as mulheres (4,9%).
A diferença entre redes de ensino é evidente: 6,2% dos alunos da rede pública relataram uso, contra 3,8% da rede privada.
Em Maceió, o consumo de drogas ilícitas caiu drasticamente: de 10,3% em 2019 para 6,9% em 2024 — uma redução de 33%. No entanto, a desigualdade entre redes aumentou: enquanto em 2019 a diferença era de 1,5 ponto percentual, em 2024 a rede pública (8,8%) tem mais que o dobro do consumo da rede privada (4,0%).
Em Alagoas, 2,3% dos estudantes usaram maconha nos 30 dias anteriores à pesquisa, percentual inferior ao Brasil (3,3%). O uso de outras drogas ilícitas (excluindo maconha) foi de 1,3% no estado. Em Maceió, o uso recente de maconha foi de 3,0%.
O início precoce no uso de drogas ilícitas (até 13 anos) atingiu 2,3% dos adolescentes em Alagoas, sendo mais comum entre os homens (3,3%) do que entre as mulheres (1,2%).
Sobre a PeNSE
A PeNSE é realizada pelo IBGE em parceria com os ministérios da Saúde e da Educação. Em Alagoas, participaram 161 escolas e cerca de 6.700 estudantes, abrangendo alunos do 7º ao 9º ano do fundamental e da 1ª à 3ª série do ensino médio.