31 de julho de 2025
SUDESTE

Ranking de cidades sustentáveis do RJ: Niterói lidera no estado

Nova Friburgo aparece em 6º lugar no estado, mas cai para 159º no Sudeste; plataforma avalia 43 indicadores em cinco pilares urbanos

Por Redação
Publicado em
Rio de Janeiro. - Foto: Reprodução

A plataforma Bright Cities divulgou o Ranking de Cidades Sustentáveis 2026, e os resultados mostram que, embora algumas cidades fluminenses se destaquem dentro do estado, o desempenho regional ainda está longe dos melhores índices do Sudeste. A metodologia utiliza os indicadores da ISO 37120 e compara apenas municípios com mais de 100 mil habitantes.

As melhores do RJ no ranking estadual

Dentro do estado do Rio de Janeiro, as cidades mais bem colocadas são:

  1. Niterói
  2. Macaé
  3. Volta Redonda
  4. Rio de Janeiro
  5. Petrópolis
  6. Nova Friburgo

No entanto, quando o recorte se amplia para toda a região Sudeste, a posição dos municípios fluminenses cai significativamente:

  • Niterói – 13º lugar no Sudeste
  • Macaé – 57º lugar
  • Volta Redonda – 79º lugar
  • Nova Friburgo – 159º lugar

Domínio paulista no topo regional

As primeiras posições do Sudeste são ocupadas exclusivamente por cidades paulistas:

  1. São Caetano do Sul
  2. Barueri
  3. Bragança Paulista
  4. São Paulo
  5. Santos

Esse domínio revela um padrão consolidado de gestão urbana em múltiplos indicadores, algo que ainda não se observa de forma homogênea entre os municípios fluminenses.

O levantamento não avalia apenas preservação ambiental. Ele analisa 43 indicadores oficiais distribuídos em cinco pilares:

  • Prosperidade
  • Gestão
  • Bem-estar
  • Segurança
  • Infraestrutura e serviços básicos

Desde 2025, a plataforma passou a incluir indicadores como taxa de homicídiospercentual de população desnutrida e áreas de proteção natural. Isso significa que uma cidade pode ter força econômica, mas perder posições se houver desequilíbrio em áreas essenciais.

Nova Friburgo tem atributos importantes: presença ambiental expressiva, relevância regional em serviços, tradição econômica e peso urbano na serra fluminense. No entanto, o ranking mostra que transformar potencial em desempenho depende de regularidade técnica em diferentes frentes públicas. Quando mobilidade, saneamento, segurança, educação e gestão avançam em ritmos diferentes, a posição regional tende a refletir esse descompasso.

Rankings como esse tendem a se consolidar como instrumentos práticos de planejamento público. Quanto mais uma cidade melhora seus indicadores comprováveis, maior a chance de avançar não apenas dentro do estado, mas também no cenário regional, onde a concorrência é mais intensa.