Imigrante mexicano morre sob custódia nos EUA e eleva número de óbitos do ICE em 2026
Caso em Los Angeles reacende debate sobre políticas migratórias e condições em centros de detenção
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Um imigrante mexicano morreu sob custódia do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA em Los Angeles no último dia 25 de março, elevando para 14 o número de mortes registradas em centros de detenção da agência em 2026.
A vítima foi identificada como José Guadalupe Ramos, que estava detido no Centro de Processamento de Adelanto. Segundo comunicado oficial do ICE, ele foi encontrado inconsciente em seu beliche por agentes de segurança.
Equipes médicas foram acionadas imediatamente, e o imigrante chegou a ser transferido para um hospital da região, mas não resistiu. As circunstâncias da morte ainda não foram detalhadas.
O caso ocorre em meio ao aumento no número de imigrantes detidos nos Estados Unidos. Dados recentes indicam que cerca de 68 mil pessoas estavam sob custódia do ICE no início de fevereiro, um dos maiores níveis já registrados.
Em 2025, pelo menos 31 pessoas morreram em centros de detenção da agência — o maior número em duas décadas. Especialistas alertam que, mantido o ritmo atual, 2026 pode superar esse recorde.
O cenário está diretamente ligado às políticas adotadas pelo governo do presidente Donald Trump, que, desde 2025, intensificou ações de deportação em massa.
A estratégia prevê a detenção e remoção de milhões de imigrantes em situação irregular, o que tem sido alvo de críticas de organizações de direitos humanos. Essas entidades apontam que o aumento no número de detenções pode agravar problemas estruturais, como superlotação e falhas no atendimento médico.