31 de julho de 2025
impróprios para consumo

Fiscalização apreende 200 kg de pescados impróprios em Arapiraca antes da Semana Santa

Ação do MPAL identifica irregularidades em estabelecimentos e notifica comerciantes; fiscalização ocorre antes do aumento do consumo na Semana Santa

Por Redação /Assessoria
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Durante as inspeções, equipes identificaram irregularidades em diversos pontos de venda. - Foto: MP/AL

Uma operação realizada pelo Ministério Público do Estado de Alagoas apreendeu cerca de 200 quilos de pescados impróprios para o consumo durante fiscalização em estabelecimentos comerciais de Arapiraca, nesta segunda-feira (30). A ação ocorre às vésperas da Semana Santa, período de aumento na procura por peixes e frutos do mar.

A operação foi conduzida pela 1ª Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor do município, com foco na verificação das condições de armazenamento e comercialização de alimentos in natura. A iniciativa contou com apoio do Procon, da Vigilância Sanitária e da prefeitura, responsável pela gestão do mercado público.

Durante as inspeções, equipes identificaram irregularidades em diversos pontos de venda. Comerciantes foram notificados e terão prazo de 30 dias para corrigir problemas considerados menos graves, como descarte inadequado de resíduos, uso irregular de equipamentos de proteção individual (EPIs) e falhas no armazenamento de gelo.

Nos casos mais críticos, houve apreensão de produtos devido a condições inadequadas de conservação, que comprometem a segurança alimentar. Segundo o promotor de Justiça Thiago Chacon, a operação tem caráter preventivo, mas também busca coibir práticas que coloquem em risco a saúde da população. Ele afirmou que as fiscalizações devem continuar nos próximos meses.

Riscos à saúde

De acordo com a Vigilância Sanitária, o consumo de alimentos mal conservados pode causar intoxicação alimentar, com sintomas como náuseas, vômitos, diarreia, febre e desidratação. Um dos principais agentes envolvidos nesses casos é a bactéria Salmonella, comum em pescados armazenados de forma inadequada.

Casos mais graves podem exigir internação, especialmente entre crianças, idosos e pessoas com o sistema imunológico comprometido.