31 de julho de 2025
Política

CPMI do INSS rejeita relatório que indiciava 216 e pedia prisão de Lulinha

arecer de Alfredo Gaspar é derrubado após articulação política e troca de membros na comissão

Por Redação
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CPMI do INSS rejeita relatório que indiciava 216 e pedia prisão de Lulinha - Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado Fonte

A CPMI do INSS rejeitou, na madrugada deste sábado (28), o relatório final que solicitava a prisão do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, além do indiciamento de 216 pessoas. O texto, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), foi derrotado por 19 votos a 12.

A votação foi marcada por movimentações políticas nos bastidores. Durante a sessão, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, deixou o cargo temporariamente para integrar a comissão e votar contra o relatório, substituindo a senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que era favorável ao parecer.

O documento também propunha o indiciamento de empresários, lobistas e ex-integrantes de governos anteriores, como José Carlos Oliveira e Carlos Lupi. Entre os alvos estavam ainda o empresário Daniel Vorcaro e o lobista Antônio Carlos Camilo Antunes.

No relatório, Gaspar defendia a prisão preventiva de Lulinha sob a justificativa de possível risco de evasão, citando sua permanência no exterior. O empresário mora em Madri, na Espanha, e esteve no Brasil no fim do ano passado.

A comissão investigou um suposto esquema de descontos irregulares em benefícios do INSS, envolvendo entidades que fariam cobranças sem autorização de aposentados e pensionistas.

Mesmo com a rejeição do relatório, o presidente da CPMI, senador Carlos Vianna (Podemos-RJ), afirmou que os fatos apurados poderão ser encaminhados a órgãos como o Supremo Tribunal Federal para eventual responsabilização.

A derrota do parecer evidencia o racha político dentro da comissão e encerra a votação sob clima de forte disputa entre governistas e oposição.