Rodrigo Bacellar é preso novamente pela Polícia Federal após perder mandato
Mandado foi expedido pelo ministro Alexandre de Moraes; decisão cita risco à ordem pública e suposta atuação em organização criminosa
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O deputado cassado Rodrigo Bacellar (União Brasil) foi preso na manhã desta sexta-feira (27) em sua residência, em Teresópolis, pela Polícia Federal, em cumprimento a mandado do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal. Ele foi levado à Superintendência da PF no Rio de Janeiro, na terceira fase da Operação Unha e Carne, que investiga o vazamento de informações sigilosas a grupos criminosos, incluindo o Comando Vermelho.
A nova prisão ocorre após Bacellar perder o mandato na terça-feira, decisão que, segundo o Supremo, justifica a medida para garantir a ordem pública. O ministro aponta indícios de envolvimento do ex-deputado com grupos criminosos violentos e a possibilidade de influência sobre autoridades estaduais. Há suspeitas de que Bacellar tenha tentado atrapalhar operações policiais, orientando terceiros a retirar provas e esvaziar locais investigados.
O ex-presidente da Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) já havia sido preso em dezembro de 2025, na mesma operação, e liberado dias depois com medidas cautelares, incluindo o uso de tornozeleira eletrônica.
Além disso, a cassação do mandato de Bacellar pelo Tribunal Superior Eleitoral provocará a retotalização dos votos das eleições de 2022, com possível impacto em outras cadeiras da Alerj. A recontagem está marcada para terça-feira (31).
A defesa do ex-deputado divulgou nota afirmando desconhecer os motivos da nova prisão e classificando a decisão como “indevida e desnecessária”, garantindo que irá recorrer.
Recentemente, a Procuradoria-Geral da República denunciou Bacellar por suposto vazamento de informações sigilosas da Polícia Federal sobre operações contra o Comando Vermelho para o então deputado TH Joias. O caso envolve ainda ex-deputado, desembargador federal e outros dois investigados.