Governo exonera ministro da Agricultura para barrar voto contra relatório da CPMI do INSS
Senadora destituída denuncia tentativa de obstruir a aprovação do parecer que aponta irregularidades em aposentadorias e pensões
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O governo exonerou nesta sexta-feira (27) o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, para que ele substituísse a senadora Margareth Buzetti (MT) e vote contra o relatório final da CPMI do INSS. A decisão, confirmada pela senadora e pelo Planalto à CNN, gerou críticas de Buzetti, que acusou o governo de usar “tropa de choque” para impedir a aprovação do parecer que indica indiciamentos de ex-ministros da Previdência.
Margareth Buzetti afirmou que tomou conhecimento da exoneração pelo Diário Oficial e criticou a falta de aviso prévio. “Eles estão com medo dessa votação e como eu ia votar a favor do relatório, me destituíram. Tem muito indício e prova contra o governo. O governo está colocando a tropa de choque para derrubar o relatório”, declarou à CNN.
O relatório final da CPMI, apresentado pelo deputado Alfredo Gaspar (PL-AL), recomenda o indiciamento de dois ex-ministros da Previdência: Carlos Lupi, que comandou a pasta de 2023 até abril de 2025 e deixou o cargo após revelações de fraudes em benefícios, e José Carlos Oliveira, também conhecido como Ahmed Mohamad Oliveira Andrade, que ocupou o ministério em 2022 e foi ex-presidente do INSS.
A CNN procurou Carlos Fávaro, mas o ministro não se manifestou até o fechamento da matéria. O relatório ainda será submetido à votação no plenário, em um desfecho que promete tensão política intensa.