31 de julho de 2025
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Margens de lucro de distribuidoras e postos sobem mais de 30% após início da guerra no Irã, aponta levantamento

Aumento ocorreu mesmo após governo anunciar isenção de impostos e subvenção para conter alta dos combustíveis

Por Redação
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Aumento ocorreu mesmo após governo anunciar isenção de impostos e subvenção para conter alta dos combustíveis - Foto: Freepik

Distribuidoras e postos de combustíveis têm aumentado suas margens de lucro mesmo após as medidas anunciadas pelo governo para conter os efeitos do conflito no Oriente Médio e a alta do petróleo. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Estudos Políticos e Sociais (Ibeps) mostra que, desde o início da guerra no Irã, em 28 de fevereiro, as margens dessas empresas aumentaram, em média, mais de 30% em produtos como diesel S-10, diesel S-500 e gasolina comum.

Os percentuais se referem apenas à parcela do preço final que fica com distribuidoras e postos — não ao valor total do combustível pago pelo consumidor. De acordo com a análise, que utiliza dados do Ministério de Minas e Energia (MME) extraídos do Relatório Mensal do Mercado de Derivados de Petróleo, os aumentos nas margens foram de 71,6% no diesel S-500 (usado principalmente por veículos mais antigos), 45% no diesel S-10 (usado por veículos mais novos) e 32,2% na gasolina comum.

Nas últimas semanas, o governo anunciou um pacote de medidas para conter os efeitos da alta dos combustíveis, incluindo isenção de impostos federais sobre o diesel, aumento do imposto de exportação sobre o petróleo, incentivo financeiro a produtores e importadores (subvenção) e ações para fiscalizar o repasse dessas medidas ao consumidor. Apesar das iniciativas, o levantamento do Ibeps aponta que as margens de lucro do setor continuaram em trajetória de alta no período analisado.

A análise usa como base informações da Agência Nacional do Petróleo (ANP) e da Esalq/USP, que compõem o relatório do MME sobre a composição dos preços — incluindo combustível fóssil, biocombustíveis, tributos e margens de distribuição e revenda. O cenário mantém pressão sobre os preços finais ao consumidor e acende alerta sobre a efetividade das medidas anunciadas pelo governo para proteger o bolso do consumidor diante da escalada dos preços internacionais. A fiscalização sobre o cumprimento das medidas segue em andamento pelos órgãos competentes. O levantamento completo do Ibeps está disponível para consulta.

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