Inquilina planeja emboscada e mata mulher de 61 anos para não quitar dívida de R$ 8 mil no Grande Recife
Nadja Maria Leal Alves, de 61 anos, foi morta após emboscada planejada pela suspeita, que foi presa temporariamente; polícia investiga participação de ao menos outras duas pessoas
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Uma mulher de 61 anos foi morta após ser atraída para uma emboscada planejada pela própria inquilina, de 38 anos, que teria uma dívida de aproximadamente R$ 8 mil com a vítima. O crime ocorreu no dia 6 de fevereiro deste ano, no bairro de Cruz de Rebouças, em Igarassu, no Grande Recife. A vítima foi identificada como Nadja Maria Leal Alves, e a suspeita, segundo a Polícia Civil, é conhecida apenas como Liliane. Após o homicídio, o corpo foi deixado em via pública.
A suspeita foi presa temporariamente nesta quinta-feira (26), ouvida na delegacia e encaminhada à Colônia Penal Feminina Bom Pastor, no bairro da Iputinga, na Zona Oeste do Recife. De acordo com o delegado Marcelo Cadore, da 6ª Delegacia de Polícia de Homicídios, Liliane teria planejado o crime com o objetivo de não quitar o débito. A polícia acredita que ao menos outras duas pessoas possam estar envolvidas, e as investigações seguem em andamento.
Segundo as apurações, Nadja acompanhava o esposo em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) em Abreu e Lima no dia do crime quando aceitou o convite da inquilina para ir até um terreno que supostamente seria usado como forma de pagamento ou garantia da dívida. "A princípio, a vítima estaria com um crédito com Liliane, que é a indiciada, que foi presa, e essa dívida seria de R$ 8 mil. Por isso, no dia do homicídio, ela conseguiu atrair a vítima para como se fosse entregar um terreno para cobrir essa dívida. A partir disso que ocorreu o homicídio", detalhou o delegado, acrescentando que a ideia nunca foi quitar o valor e que a vítima acabou sendo executada.
As investigações tiveram início logo após o corpo de Nadja ser encontrado em via pública. A Força Tarefa de Homicídios foi acionada para realizar a perícia no local, e a identificação da vítima, somada às informações repassadas por familiares e conhecidos, foi fundamental para o avanço do inquérito. "Após a identificação do cadáver da Nadja, a gente recebeu um inquérito, começou a investigar e contou com o auxílio dos familiares e conhecidos dela", afirmou o delegado Marcelo Cadore.
A Polícia Civil segue trabalhando para esclarecer todas as circunstâncias do crime e identificar os demais envolvidos.