31 de julho de 2025
MUNDO

EUA consideram enviar até 10 mil soldados ao Oriente Médio, diz jornal; Trump estende pausa em ataques ao Irã

Medida ampliaria opções militares para o presidente americano, mesmo com negociações de paz em andamento; conflito já deixou mais de 1.750 civis mortos no Irã

Por Redação
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Vista aérea do Pentágono, em Washington. - Foto: Reprodução/Daniel Slim/AFP/Getty Images via CNN Newsource

Pentágono estuda o envio de até 10 mil soldados adicionais para o Oriente Médio, informou o Wall Street Journal nesta quinta-feira (26), citando autoridades do Departamento de Defesa dos Estados Unidos com conhecimento do planejamento. A medida tem como objetivo oferecer ao presidente Donald Trump mais opções militares, mesmo enquanto ele avalia negociações de paz com o Irã.

A notícia foi divulgada no mesmo dia em que Trump anunciou a extensão da suspensão dos ataques a instalações de energia iranianas por mais 10 dias. A pausa, que terminaria nesta sexta-feira (27), agora se estenderá até o dia 6 de abril.

“A pedido do governo iraniano, esta declaração serve para informar que estou suspendendo o período de destruição de usinas de energia por 10 dias... As negociações estão em andamento e, apesar das declarações errôneas em contrário da mídia, estão indo muito bem”, escreveu Trump na rede social Truth Social.

No entanto, o Wall Street Journal informou que mediadores das negociações negaram que o Irã tenha solicitado o aumento do prazo.

Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado matou o líder supremo iraniano, Ali Khamenei, em Teerã. Diversas autoridades do alto escalão do regime também foram mortas. Os EUA afirmam ter destruído dezenas de navios, sistemas de defesa aérea, aviões e outros alvos militares iranianos.

Em retaliação, o Irã realizou ataques contra diversos países da região, incluindo Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã. As autoridades iranianas afirmam que os alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel nessas nações.

O conflito também se expandiu para o Líbano, onde o Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, atacou território israelense em retaliação à morte de Khamenei. Israel respondeu com ofensivas aéreas contra alvos do grupo no país vizinho, resultando em centenas de mortes.

Mais de 1.750 civis morreram no Irã desde o início da guerra, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos 13 mortes de soldados americanos em relação direta aos ataques iranianos.

Com a morte de grande parte de sua liderança, um conselho do Irã elegeu Mojtaba Khamenei, filho de Ali Khamenei, como novo líder supremo. Especialistas apontam que ele representa continuidade do regime. Trump classificou a escolha como um “grande erro” e disse que Mojtaba seria “inaceitável” para a liderança do Irã.