Francesa se casa com bonde e diz ter “relacionamento íntimo” com veículo de transporte público
Sandra Rahm, de 44 anos, afirma sofrer de objectofilia — condição em que a pessoa desenvolve atração romântica e sexual por objetos inanimados
Publicado em
O amor pode assumir formas inusitadas. Sandra Rahm, uma francesa de 44 anos, afirma ter se casado com um bonde da Companhia de Transporte de Estrasburgo — o de número 3013. Ela diz sofrer de objectofilia, uma parafilia caracterizada pela atração romântica e sexual por objetos inanimados.
O relacionamento com o veículo começou há seis anos, após uma previsão feita por uma vidente. Em entrevista ao jornal Les Dernières Nouvelles d’Alsace, em 2015, Sandra revelou: “Uma vidente previu que eu teria um relacionamento com um objeto em 2020”.
Sandra descobriu sua atração incomum após assistir ao filme “Jumbo” , no qual a personagem Jeanne (interpretada por Noémie Merlant, de Retrato de uma Jovem em Chamas) se apaixona por uma atração de um parque de diversões — o carrossel “Move It”, apelidado de “Jumbo”. O filme serviu como um espelho para os sentimentos que Sandra passou a reconhecer em si mesma.
A objectofilia é considerada uma parafilia, ou seja, uma forma de comportamento sexual em que o objeto do desejo é algo inanimado — seja um veículo, uma estrutura ou qualquer outro objeto.
Em seu perfil no Instagram, Sandra compartilha detalhes de sua relação com o bonde 3013. Em uma das publicações, ela chegou a afirmar que teve uma experiência íntima com o veículo: “Depois de sair da carruagem, eu não era mais a mesma”.
Apesar de manter um relacionamento com um homem, Sandra realizou uma cerimônia simbólica de casamento com o bonde. O evento foi organizado por um dos condutores do transporte público, segundo o jornal Daily Star.
“Fizemos uma pequena festa e tiramos fotos em cada estação terminal. Para alguns, eu sou apenas uma mulher louca”, declarou ao jornal britânico.
Em suas declarações, Sandra reconhece que sua história pode soar estranha para muitas pessoas, mas defende o direito de sentir o que sente.
“Entendo que as pessoas não consigam se identificar com a minha história, ou acreditar que uma máquina possa ter alma. Mas ter uma forte ligação com um objeto não significa que você seja louco”, finalizou.