Governadora de Pernambuco cobra apuração após uso indevido de fotos de deputadas Duda Salabert e Érika Hilton em investigação policial
Imagens de Duda Salabert e Érika Hilton foram incluídas em procedimento de reconhecimento de suspeitos; SDS instaurou investigação preliminar
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A governadora de Pernambuco, Raquel Lyra, classificou como “inadmissível” o uso das imagens das deputadas federais Duda Salabert e Érika Hilton em um álbum fotográfico da Polícia Civil utilizado para reconhecimento de suspeitos.
O caso veio à tona após a Defensoria Pública de Pernambuco identificar que as parlamentares, que são mulheres trans, tiveram suas fotos incluídas em um procedimento relacionado à investigação de um roubo de celular ocorrido no Recife.
Diante da repercussão, a governadora informou que determinou a abertura de uma apuração rigorosa, com instauração de procedimento na Corregedoria da Secretaria de Defesa Social. “Preconceito e violência simbólica não são tolerados em Pernambuco”, afirmou nas redes sociais.
Em nota, a Secretaria de Defesa Social (SDS-PE) confirmou a abertura de uma investigação preliminar para apurar o caso e reunir elementos que possam subsidiar um eventual processo administrativo.
Segundo a Defensoria Pública, foram identificadas inconsistências no álbum fotográfico utilizado pela autoridade policial, o que pode comprometer a validade do reconhecimento. O material continha seis imagens, incluindo as das deputadas, que não têm qualquer relação com o crime investigado.
O caso teve origem em um inquérito que apura um roubo ocorrido em fevereiro de 2025, nas proximidades da Faculdade Frassinetti do Recife (Fafire), no bairro da Boa Vista. O reconhecimento fotográfico foi realizado em abril do mesmo ano.
Para a Defensoria, a inclusão indevida das imagens levanta indícios de discriminação, com possível transfobia e racismo institucional, além de violar normas legais e princípios constitucionais, como igualdade e dignidade da pessoa humana.
Nas redes sociais, as deputadas criticaram o ocorrido. Duda Salabert classificou a situação como “gravíssima” e afirmou que acionou a Justiça. Já Érika Hilton cobrou explicações do Governo de Pernambuco e destacou que o uso do reconhecimento fotográfico deve seguir critérios rigorosos, conforme determina a legislação.
