31 de julho de 2025
saúde

Anvisa determina atualização obrigatória de vacinas contra Covid-19 para cepa predominante no Brasil

Nova composição monovalente deve conter exclusivamente a variante LP.8.1; vacinas com cepa JN.1 terão prazo limitado de uso

Por Redação
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Nova composição monovalente deve conter exclusivamente a variante LP.8.1; vacinas com cepa JN.1 terão prazo limitado de uso - Foto: Ascom SMS

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou que as vacinas contra a Covid-19 a serem utilizadas no Brasil passem por uma atualização obrigatória em sua composição. A medida, publicada nesta quarta-feira (25), visa garantir que os imunizantes ofereçam proteção mais eficaz contra a cepa LP.8.1 do vírus Sars-CoV-2, que se tornou predominante no país.

A instrução normativa nº 429, de 23 de março de 2026, estabelece que as novas vacinas deverão ser monovalentes e conter exclusivamente a cepa LP.8.1. A mudança reflete a constante evolução do vírus e a necessidade de adaptar as estratégias de vacinação para manter a população protegida.

O que muda na prática


Com a nova regra, os fabricantes de vacinas deverão submeter à Anvisa os dados de atualização de seus imunizantes, incluindo informações de produção, qualidade e estudos de imunogenicidade. Isso significa que as vacinas que chegarem ao mercado brasileiro a partir de agora estarão alinhadas com as variantes mais recentes do vírus.

Para evitar atrasos na campanha de vacinação, a Anvisa admitirá, a critério do Ministério da Saúde, o uso de vacinas que contenham a cepa JN.1, já aprovadas anteriormente. No entanto, esses imunizantes terão um prazo de validade limitado: poderão ser utilizados por até nove meses a partir da data de aprovação da atualização pela Anvisa.

Vigência e revogação


A instrução normativa, publicada no Diário Oficial da União, revoga a norma anterior (IN nº 377, de 1º de julho de 2025), sinalizando uma adaptação contínua às evidências científicas e epidemiológicas.

A decisão da Diretoria Colegiada da Anvisa foi tomada em reunião realizada em 24 de março de 2026 e entra em vigor na data de sua publicação.

A atualização busca assegurar que os imunizantes disponíveis no país estejam em sintonia com o cenário epidemiológico atual, reforçando a proteção contra as formas mais recentes do vírus que circulam no território nacional. Cabe agora ao Ministério da Saúde definir os próximos passos da campanha de vacinação com base na nova determinação.

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