Pesquisa revela que meninas têm mais lesões autoprovocadas e maior insatisfação com imagem corporal do que meninos
Dados mostram que 6,8% das alunas já se machucaram de propósito, contra 3% dos alunos; insatisfação com o próprio corpo também é mais comum entre o público feminino
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Uma pesquisa recente sobre saúde e comportamento de estudantes aponta diferenças significativas entre meninos e meninas em relação à saúde mental e à percepção da própria imagem. Os dados mostram que as meninas apresentam maior proporção de lesões autoprovocadas e também um nível mais alto de insatisfação com o próprio corpo.
Entre as estudantes que sofreram algum tipo de ferimento, 6,8% se machucaram de propósito, enquanto entre os meninos esse índice foi de 3%. A diferença reforça a necessidade de políticas públicas voltadas especificamente para a saúde mental de meninas e mulheres jovens.
“A criação de políticas públicas que contemplem essas diferenças entre os sexos é importante e urgente, para que as mulheres do país possam manter seu bem-estar e sua capacidade inegável de contribuição para a economia, para a sociedade e para o Estado brasileiro”, defendem os pesquisadores.
O nível de satisfação com a própria imagem corporal caiu para todos os estudantes desde a última edição da pesquisa, realizada em 2019: de 66,5% para 58%. A situação, no entanto, é pior entre as alunas.
- Mais de um terço das meninas se disse insatisfeita com a própria aparência.
- Entre os meninos, menos de um quinto relatou o mesmo sentimento.
Além disso, apesar de 21% das alunas se considerarem gordas ou muito gordas, mais de 31% revelaram que estavam tentando perder peso. Ambas as proporções foram maiores entre o público feminino.
Os pesquisadores destacam que os dados evidenciam a importância de ações voltadas à saúde mental e ao bem-estar das jovens, considerando as especificidades de gênero. A pressão estética, o sofrimento emocional e as taxas mais altas de lesões autoprovocadas entre meninas exigem políticas públicas integradas e atenção contínua por parte de escolas, famílias e serviços de saúde.