31 de julho de 2025
inocente

Mulher acusada de cortar órgão genital do companheiro e matá-lo após assédio à filha é absolvida pelo júri

Conselho de sentença considerou mulher inocente; juíza julgou denúncia improcedente e determinou soltura da ré, que estava presa desde março de 2025

Por Redação
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Mulher foi absolvida pelo Tribunal do Júri de Belo Horizonte - Foto: Joubert Oliveira/TJMG

Uma mãe acusada de matar o companheiro depois de flagrá-lo assediando a filha dela, de 11 anos, foi absolvida pelo Tribunal do Júri de Belo Horizonte nesta terça-feira (24). O conselho de sentença considerou a mulher inocente, e a juíza Maria Beatriz Fonseca Biasutti julgou a denúncia improcedente, determinando a soltura da ré, que estava presa desde a data do crime.

O caso ocorreu na madrugada de 11 de março de 2025, no bairro Taquaril, na Região Leste da capital mineira. De acordo com o Ministério Público, a vítima, de 47 anos, mantinha um relacionamento amoroso com a acusada. A denúncia apontava que a mulher teria colocado um medicamento na bebida do homem após vê-lo assediando a enteada dentro de casa. Em seguida, ela esperou que o companheiro dormisse para atacá‑lo com uma faca e um pedaço de madeira.

Segundo a acusação, a mulher ainda teria cortado o órgão genital da vítima enquanto ele ainda estava vivo e, por fim, ateado fogo no corpo. Ainda conforme a denúncia, a ré chamou um adolescente para ajudá-la a arrastar o corpo até uma área de mata, onde ocorreram a mutilação e a incineração.

O Ministério Público havia apresentado denúncia por homicídio qualificado por motivo fútil, meio cruel e recurso que dificultou a defesa da vítima, além dos crimes de destruição de cadáver e corrupção de menor. Durante o julgamento, no entanto, os jurados afastaram todas as acusações contra a ré. Após a decisão do conselho de sentença, a juíza entendeu que não havia fundamento para manter a denúncia e absolveu a mulher, que estava presa preventivamente desde o ocorrido.

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