31 de julho de 2025
fraude milionária

PF deflagra operação contra organização criminosa que fraudou Caixa Econômica em mais de R$ 500 milhões

Operação Fallax cumpre 21 mandados de prisão na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro; grupo cooptava funcionários e usava empresas de fachada

Por Redação
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Operação Fallax cumpre 21 mandados de prisão na Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro; grupo cooptava funcionários e usava empresas de fachada - Foto: PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quarta-feira (25), a Operação Fallax para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes bancárias contra a Caixa Econômica Federal, além da prática de estelionato e lavagem de dinheiro. As fraudes investigadas podem alcançar valores superiores a R$ 500 milhões.

A ação cumpre 21 mandados de prisão preventiva em cidades da Bahia, São Paulo e Rio de Janeiro. Além das ordens judiciais, a Justiça também autorizou o bloqueio e o sequestro de bens imóveis, veículos e ativos financeiros até o limite de R$ 47 milhões, com o objetivo de descapitalizar a organização criminosa. Foram ainda autorizadas medidas cautelares para o rastreamento de ativos financeiros, incluindo a quebra de sigilo bancário e fiscal de 33 pessoas físicas e 172 pessoas jurídicas.

Como atuava o grupo


Segundo a Polícia Federal, o grupo passou a ser alvo das investigações em 2024, quando foram identificados indícios de um esquema estruturado voltado à obtenção de vantagens ilícitas. "O grupo criminoso atuava por meio da cooptação de funcionários de instituições financeiras e da utilização de empresas, inclusive vinculadas a grupo econômico específico, para a movimentação de valores e ocultação de recursos ilícitos", disse a PF.

Ainda de acordo com a polícia, as diligências também revelaram que a organização utilizava empresas de fachada e estruturas empresariais para dissimular a origem dos recursos ilícitos. A cooptação de funcionários da Caixa Econômica Federal era uma das principais estratégias do grupo para viabilizar as fraudes.

Abrangência da operação


A Operação Fallax recebeu esse nome em referência ao termo em latim que significa "fraudulenta" ou "enganosa". Os mandados estão sendo cumpridos em cidades dos três estados, com concentração de alvos na Bahia, onde a organização teria atuação mais expressiva.

A investigação segue em andamento para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o rastreamento dos valores desviados. As penas para os crimes investigados podem ultrapassar 20 anos de reclusão, somando estelionato, associação criminosa e lavagem de dinheiro. A Caixa Econômica Federal não se manifestou oficialmente sobre o caso até o momento.

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