31 de julho de 2025
MINISTÉRIO PÚBLICO

Investigação aponta suposto uso indevido de nome de servidor para recebimento de salários na Assembleia de Alagoas

Representante alega que terceiros usaram seus dados pessoais para vínculo funcional e recebimento de vencimentos sem que ele prestasse serviço; omissão da Casa Legislativa em prestar informações motivou abertura de investigação

Por Redação
Publicado em
A Assembleia Legislativa de Alagoas. - Foto: Aaron Neves/Francês News

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) instaurou um procedimento preparatório para investigar o possível uso indevido do nome e dos dados pessoais de um cidadão para o recebimento de vencimentos na Assembleia Legislativa de Alagoas. A decisão foi publicada na Portaria nº 05/2026, assinada pelo promotor de Justiça Coaracy José Oliveira da Fonseca, da 17ª Promotoria de Justiça da Capital – Fazenda Pública Estadual, no dia 24 de março de 2026.

O procedimento foi aberto após o recebimento de uma representação formulada por Severino André da Silva, que noticiou que terceiros estariam utilizando seus dados pessoais para figurar como servidor da Casa Legislativa e perceber valores indevidos. Segundo o representante, ele nunca prestou serviços à Assembleia nem recebeu qualquer remuneração pelo suposto vínculo.

O MP destaca que há indícios do vínculo laboral registrado no Cadastro Nacional de Informações Sociais (CNIS) junto ao INSS, o que, em tese, reforça a necessidade de apuração quanto à veracidade e à origem dos registros.

A instauração do procedimento também foi motivada pela omissão da Assembleia Legislativa em prestar as informações solicitadas anteriormente. A falta de resposta comprometeu a formação do convencimento ministerial e impôs a adoção de medidas instrutórias adicionais para o pleno esclarecimento dos fatos.

Com a conversão da Notícia de Fato em Procedimento Preparatório de Inquérito Civil, o Ministério Público poderá requisitar documentos e informações à Assembleia Legislativa e a outros órgãos, realizar inspeções e ouvir envolvidos e apurar eventual responsabilidade civil ou criminal pelos fatos noticiados.

A portaria foi publicada no Diário Oficial Eletrônico do Ministério Público do Estado de Alagoas nesta quarta-feira (25).