31 de julho de 2025
VIOLÊNCIA

Filho é condenado a 50 anos por mandar matar os próprios pais no Agreste de Pernambuco

Crime ocorreu em Canhotinho em 2020; motivação seria antecipação da herança

Por Paula Tabosa
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Gabriel Martins de Melo foi condenado a 50 anos de prisão. - Foto: Reprodução

A Justiça de Pernambuco condenou Gabriel Martins de Melo a 50 anos de prisão por planejar a morte dos próprios pais no município de Canhotinho. O julgamento aconteceu na última segunda-feira (23), em Caruaru, após o processo ser transferido de comarca.

De acordo com a decisão do Tribunal do Júri, o réu foi considerado o mentor de um crime premeditado, motivado pelo interesse em antecipar o recebimento de herança. Outros três homens apontados como executores também foram condenados, com penas superiores a 50 anos de prisão.

O crime ocorreu na noite de 9 de janeiro de 2020, dentro da casa da família. Minéia Silvânia da Silva, de 47 anos, foi morta com um tiro na cabeça. Já o marido, Josenildo Martins de Melo, também baleado, sobreviveu, mas ficou com sequelas graves, incluindo perda de memória.

Inicialmente tratado como latrocínio, o caso teve uma reviravolta após as investigações apontarem que o roubo foi forjado para encobrir o plano. Segundo o Ministério Público, Gabriel, filho adotivo do casal, contratou três homens para executar o crime.

Os suspeitos teriam invadido a residência, rendido as vítimas e efetuado os disparos. Minéia foi amarrada antes de ser executada, enquanto Josenildo foi deixado gravemente ferido. A ação aconteceu na presença de um filho menor do casal, o que agravou a avaliação da Justiça.

Na sentença, a magistrada responsável destacou a frieza e o nível de planejamento do crime, classificando a motivação como torpe, já que teve origem em interesse financeiro. Também foi considerado o uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas, como a emboscada dentro da própria casa.

Além de Gabriel Martins de Melo, também foram condenados Edivânio Campelo do Nascimento, José Diego Costa da Silva e José Carlos da Silva Júnior, com penas que chegam a mais de 56 anos de prisão.