Fiscalização e planejamento: MPAL defende arborização urbana para enfrentar mudanças climáticas em AL
Durante apresentação de plano estadual, órgão destaca impacto das áreas verdes na saúde pública, redução do calor e prevenção de eventos extremos
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O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) defendeu a ampliação da arborização urbana como estratégia para reduzir os impactos das mudanças climáticas e eventos extremos nas cidades. A posição foi apresentada nesta segunda-feira (23), durante a discussão do Plano Estadual de Arborização Urbana (PEAU), em Maceió.
A proposta foi debatida em encontro na Associação dos Municípios Alagoanos (AMA), dentro de iniciativa da Secretaria de Estado do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos (Semarh), que busca estruturar uma política pública para ampliar áreas verdes no estado.
Representando o MPAL, a promotora de Justiça Lavínia Fragoso afirmou que o plano é construído de forma conjunta entre poder público e sociedade civil e tem papel importante no enfrentamento da crise climática.
Segundo ela, cidades mais arborizadas são mais resilientes a eventos extremos e contribuem para metas de saúde, sustentabilidade urbana e combate às mudanças climáticas.
A promotora também destacou que a arborização vai além da estética. “É uma questão de saúde pública”, resumiu, ao citar impactos positivos na saúde física e mental, redução de custos com tratamentos e diminuição das ilhas de calor.
Ela ainda pontuou que áreas verdes ajudam na preservação de recursos hídricos e da biodiversidade.
Durante o evento, o secretário estadual de Meio Ambiente, Judson Cabral, afirmou que o plano busca integrar ciência, gestão pública e participação social. Em síntese, disse que a arborização deve deixar de ser pontual para se tornar uma política permanente.
O Plano Estadual de Arborização Urbana de Alagoas segue uma diretriz nacional que incentiva estados e municípios a criarem estratégias próprias para ampliar a cobertura vegetal nas áreas urbanas.