31 de julho de 2025
Habitação

Minha Casa, Minha Vida amplia renda e valor de imóveis; novo teto chega a R$ 600 mil

Medida amplia acesso ao financiamento habitacional e permite compra de imóveis maiores para famílias de baixa e média renda

Por Redação
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O teto de renda mensal foi reajustado em todas as faixas. - Foto: Divulgação/PMBV

O Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço aprovou, nesta terça-feira (24), mudanças no programa Minha Casa, Minha Vida que ampliam o limite de renda das famílias e elevam o valor máximo dos imóveis financiados. As novas regras ainda dependem de publicação no Diário Oficial da União para entrar em vigor.

Com a atualização, mais famílias passam a se enquadrar no programa habitacional. O teto de renda mensal foi reajustado em todas as faixas: a Faixa 1 sobe para até R$ 3.200; a Faixa 2, para até R$ 5 mil; a Faixa 3, para até R$ 9.600; e a Faixa 4 passa a contemplar famílias com renda de até R$ 13 mil.

Também houve aumento no valor máximo dos imóveis nas faixas mais altas. Na Faixa 3, o limite passa de R$ 350 mil para R$ 400 mil. Já na Faixa 4, o teto sobe de R$ 500 mil para R$ 600 mil, ampliando as opções de moradia disponíveis para financiamento.

O programa oferece subsídios e taxas de juros mais baixas que as praticadas no mercado, variando entre 4% e 10% ao ano, conforme a renda familiar. Atualmente, o crédito imobiliário tradicional gira em torno de 12% ao ano, impactado pela taxa Selic, hoje em 14,75%.

Relançado no atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Minha Casa, Minha Vida é uma das principais políticas públicas para ampliar o acesso à moradia no país. Criado em 2009, o programa atende famílias de baixa e média renda.

Além das mudanças no setor habitacional, o conselho também aprovou a retomada do FGTS-Saúde e a inclusão de novos beneficiários no Pró-Transporte, voltado à infraestrutura e mobilidade urbana.