31 de julho de 2025
crime organizado

PCC desloca lideranças de outros estados para recompor estrutura após prisões em SP

Facção criminosa reorganiza atuação na Baixada Santista após perda de integrantes estratégicos, incluindo mulheres com funções-chave no grupo

Por Redação
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A reestruturação do grupo criminoso ocorre após a prisão de duas lideranças femininas com atuação destacada: - Foto: Reprodução

O Primeiro Comando da Capital (PCC) tem mobilizado lideranças de outros estados para recompor sua estrutura em São Paulo, após a prisão de integrantes considerados estratégicos na Baixada Santista.

Segundo investigações da Polícia Civil, um dos nomes deslocados é Everton Araújo Roque, conhecido como “Santista” ou “Vampirinho”, que atuava em Mato Grosso do Sul na chamada “Sintonia Final”, setor considerado o mais alto na hierarquia da facção. Ele foi preso em Itanhaém, suspeito de assumir pontos relevantes do tráfico de drogas na região.

Relatórios apontam que o investigado desempenhava funções estratégicas, como a movimentação de cocaína de alta pureza para exportação. Apesar disso, tinha histórico criminal considerado baixo, o que o mantinha fora do radar policial em seu estado de origem.

A reestruturação do grupo criminoso ocorre após a prisão de duas lideranças femininas com atuação destacada: Lígia Sanches Moro, conhecida como “Malévola”, e Ariane de Pontes Rolim, chamada de “Penélope” ou “Pandora”.

De acordo com a investigação, Lígia exercia papel central na distribuição de drogas e na articulação entre diferentes núcleos da facção, enquanto Ariane atuava na chamada “justiça paralela” do grupo, ligada aos chamados “tribunais do crime”.

Conversas encontradas no celular de uma das investigadas revelaram detalhes sobre o funcionamento interno da organização, incluindo registros de julgamentos e prestação de contas de integrantes responsáveis por execuções.

A movimentação de integrantes e a reorganização da facção estão sendo apuradas pela Delegacia de Investigações sobre Entorpecentes (Dise) de Itanhaém, que acompanha a atuação do grupo na região.