Mutirão nacional realiza mais de 230 mil atendimentos e prioriza saúde da mulher no SUS
Ação do programa federal concentra atendimentos em mil unidades de saúde e busca reduzir filas por consultas, exames e cirurgias eletivas
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Um mutirão nacional de saúde realizou mais de 230 mil atendimentos em todo o país neste fim de semana, envolvendo cerca de mil hospitais e unidades públicas e privadas. A mobilização, chamada de “Dia E”, integra o programa Agora Tem Especialistas, criado para reduzir as filas de espera no Sistema Único de Saúde.
A ação tem foco na saúde da mulher, em alusão ao mês de março, e inclui exames, consultas especializadas e cirurgias eletivas. Durante agenda no Hospital Universitário de Brasília, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, classificou a iniciativa como o maior mutirão já realizado pelo SUS com esse recorte.
Entre os procedimentos ofertados estão exames como tomografia, ressonância magnética, ultrassonografia, além de atendimentos oftalmológicos e auditivos. Também foram agendadas cirurgias ginecológicas — como histerectomia, laqueadura e retirada de tumores — e procedimentos gerais, incluindo catarata, hérnia e varizes.
De acordo com o ministério, os atendimentos são direcionados a pacientes que já estavam na fila do SUS, regulados pelas secretarias estaduais e municipais de saúde. A estratégia busca acelerar o acesso a tratamentos de média e alta complexidade, especialmente após a demanda reprimida durante a pandemia.
O programa também prevê mudanças no financiamento, com aumento de até quatro vezes nos repasses para cirurgias e exames, além da possibilidade de hospitais privados converterem dívidas tributárias em atendimentos à rede pública. Segundo o governo federal, o SUS registrou mais de 14,7 milhões de cirurgias eletivas em 2025, um crescimento de 40% em relação a 2022.
Além dos atendimentos, o mutirão inclui ações de prevenção, como a oferta de 3,8 mil implantes do contraceptivo Implanon, método de longa duração disponibilizado gratuitamente pelo SUS.
Pacientes atendidos durante a mobilização relatam redução no tempo de espera e acesso a serviços antes indisponíveis. Em Brasília, mulheres também receberam óculos e encaminhamentos para cirurgias oftalmológicas após passarem por avaliação completa durante a ação.
Segundo gestores hospitalares, a iniciativa concentra esforços e equipes multiprofissionais para ampliar a capacidade de atendimento e dar mais agilidade ao sistema público de saúde.