Outono exige cuidados extras contra gripes e resfriados; veja orientações de infectologista
Queda de temperatura e ar mais seco favorecem doenças respiratórias; especialistas recomendam vacinação, higiene e atenção com crianças
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O outono começa oficialmente nesta sexta-feira (20/3), e com a nova estação chega também a necessidade de redobrar a atenção com a saúde. A queda nas temperaturas, o ar mais seco e o aumento de alérgenos no ambiente contribuem para a elevação dos casos de rinite, sinusite, gripe e outras doenças respiratórias.
A infectologista Renata Bernager, do Hospital Samaritano Botafogo, explica que o período de transição entre o verão e o outono deixa o organismo mais vulnerável. A combinação de fatores climáticos pode reduzir a imunidade, favorecendo infecções virais e crises alérgicas.
Gripe e resfriado: qual a diferença?
Apesar de os sintomas serem parecidos, gripe e resfriado são doenças diferentes. A gripe é causada pelo vírus influenza e costuma ser mais intensa, com:
- febre alta;
- dores no corpo;
- fadiga acentuada;
- comprometimento significativo das vias respiratórias.
Já o resfriado é provocado por outros vírus, como rinovírus, e apresenta sintomas mais leves:
- coriza;
- espirros;
- dor de garganta.
“A alergia sazonal, por sua vez, é uma reação do sistema imunológico a partículas como pólen, fungos e ácaros, caracterizada por espirros frequentes, coceira nos olhos e congestão nasal, porém, com ausência de febre”, completa a especialista.
Como se prevenir no outono
Fortalecer o sistema imunológico é fundamental para atravessar a estação com mais saúde. A infectologista Renata Bernager lista os principais cuidados:
- manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes;
- beber bastante água para manter as vias respiratórias hidratadas;
- praticar atividades físicas regularmente;
- manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e Covid-19;
- evitar o consumo de álcool e tabaco, que comprometem a imunidade.
Medidas simples no dia a dia também fazem diferença:
- lavar as mãos com frequência;
- manter os ambientes limpos e bem ventilados;
- evitar locais com acúmulo de poeira e mofo.
“Com pequenas mudanças nos hábitos diários, é possível reduzir significativamente o risco de infecções respiratórias e crises alérgicas”, destaca a infectologista.
Atenção redobrada com as crianças
No caso dos pequenos, o cuidado deve ser ainda maior. O sistema imunológico infantil ainda está em desenvolvimento, o que torna as crianças mais suscetíveis a infecções virais.
A pediatra Maria da Glória Neiva, chefe do serviço de pediatria do Hospital Vitória, orienta:
- manter os ambientes sempre arejados;
- evitar contato com pessoas doentes;
- higienizar brinquedos e superfícies com frequência;
- garantir que o calendário de vacinação esteja em dia.