31 de julho de 2025
SAÚDE

Outono exige cuidados extras contra gripes e resfriados; veja orientações de infectologista

Queda de temperatura e ar mais seco favorecem doenças respiratórias; especialistas recomendam vacinação, higiene e atenção com crianças

Por Redação
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Queda nas temperaturas contribuem para a elevação dos casos de rinite, sinusite, gripe e outras doenças respiratórias - Foto: Pixabay/Ilustração

O outono começa oficialmente nesta sexta-feira (20/3), e com a nova estação chega também a necessidade de redobrar a atenção com a saúde. A queda nas temperaturas, o ar mais seco e o aumento de alérgenos no ambiente contribuem para a elevação dos casos de rinite, sinusite, gripe e outras doenças respiratórias.

A infectologista Renata Bernager, do Hospital Samaritano Botafogo, explica que o período de transição entre o verão e o outono deixa o organismo mais vulnerável. A combinação de fatores climáticos pode reduzir a imunidade, favorecendo infecções virais e crises alérgicas.

Gripe e resfriado: qual a diferença?

Apesar de os sintomas serem parecidos, gripe e resfriado são doenças diferentes. A gripe é causada pelo vírus influenza e costuma ser mais intensa, com:

  • febre alta;
  • dores no corpo;
  • fadiga acentuada;
  • comprometimento significativo das vias respiratórias.

Já o resfriado é provocado por outros vírus, como rinovírus, e apresenta sintomas mais leves:

  • coriza;
  • espirros;
  • dor de garganta.

“A alergia sazonal, por sua vez, é uma reação do sistema imunológico a partículas como pólen, fungos e ácaros, caracterizada por espirros frequentes, coceira nos olhos e congestão nasal, porém, com ausência de febre”, completa a especialista.

Como se prevenir no outono

Fortalecer o sistema imunológico é fundamental para atravessar a estação com mais saúde. A infectologista Renata Bernager lista os principais cuidados:

  • manter uma alimentação equilibrada, rica em frutas, verduras e legumes;
  • beber bastante água para manter as vias respiratórias hidratadas;
  • praticar atividades físicas regularmente;
  • manter a vacinação em dia, especialmente contra gripe e Covid-19;
  • evitar o consumo de álcool e tabaco, que comprometem a imunidade.

Medidas simples no dia a dia também fazem diferença:

  • lavar as mãos com frequência;
  • manter os ambientes limpos e bem ventilados;
  • evitar locais com acúmulo de poeira e mofo.

“Com pequenas mudanças nos hábitos diários, é possível reduzir significativamente o risco de infecções respiratórias e crises alérgicas”, destaca a infectologista.

Atenção redobrada com as crianças

No caso dos pequenos, o cuidado deve ser ainda maior. O sistema imunológico infantil ainda está em desenvolvimento, o que torna as crianças mais suscetíveis a infecções virais.

A pediatra Maria da Glória Neiva, chefe do serviço de pediatria do Hospital Vitória, orienta:

  • manter os ambientes sempre arejados;
  • evitar contato com pessoas doentes;
  • higienizar brinquedos e superfícies com frequência;
  • garantir que o calendário de vacinação esteja em dia.