31 de julho de 2025
saúde

SUS pode adotar rastreamento para câncer colorretal

Diretriz será discutida em consulta pública e analisada pela Conitec antes de decisão final

Por Redação
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O programa será implementado de forma escalonada, começando em regiões piloto e se expandindo gradualmente. - Foto: Câmara Municipal de Afonso Claudio/Divulgação

O Sistema Único de Saúde (SUS) pode implementar um novo programa para o rastreamento do câncer colorretal, que afeta o intestino grosso e o reto e tem apresentado aumento nos casos e nas mortes.

Uma diretriz com orientações para a testagem já foi elaborada por especialistas e recebeu parecer favorável da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec). Nos próximos dias, será aberta uma consulta pública para receber contribuições da sociedade antes da decisão final sobre a incorporação do programa ao SUS. A decisão caberá ao Ministério da Saúde.

O protocolo recomenda que pessoas de 50 a 75 anos, sem fatores de risco, realizem o teste imunoquímico para detecção de sangue oculto nas fezes a cada dois anos. Caso o exame seja positivo, o paciente deve ser encaminhado a uma colonoscopia para identificar a causa do sangramento e iniciar tratamento, se necessário.

Segundo o epidemiologista do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Arn Migowski, apesar da eficácia desses exames para reduzir a mortalidade, sua utilização ainda é limitada. Ele destaca que o rastreamento organizado permite identificar lesões pré-cancerígenas, prevenindo o desenvolvimento do câncer e diminuindo novos casos.

O programa será implementado de forma escalonada, começando em regiões piloto e se expandindo gradualmente, garantindo que o SUS absorva a demanda sem comprometer o atendimento de pacientes sintomáticos.

A colonoscopia permite visualizar e remover pólipos adenomatosos, prevenindo a progressão da doença. A presidente da Associação de Gastroenterologia do Rio de Janeiro, Renata Fróes, recomenda que o exame seja feito a partir dos 45 anos.

Ela alerta que, além do sangue oculto, sinais como anemia, fraqueza, emagrecimento, dor abdominal e alterações nos hábitos intestinais devem ser investigados rapidamente, pois podem indicar câncer em estágio mais avançado.

O mês de março marca a campanha Março Azul, dedicada à conscientização sobre o câncer colorretal, reforçando a importância da prevenção e do diagnóstico precoce.