31 de julho de 2025
integridade da vítima

Senado aprova uso imediato de tornozeleira para proteger mulheres vítimas de violência

Projeto de lei permite que juiz ou delegado determine monitoramento de agressores em situações de risco, ampliando a eficácia das medidas protetivas

Por Redação
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O projeto ainda prevê aumento da punição para agressores que descumprirem as medidas protetivas e amplia a cota do Fundo Nacional de Segurança Pública. - Foto: Tiago Stille/Gov. Ceará

O Senado Federal aprovou, nesta quarta-feira (17), o Projeto de Lei nº 2942/2024, que autoriza o uso imediato de tornozeleira eletrônica por agressores de mulheres em casos de violência doméstica e familiar, quando houver alto risco à integridade da vítima. A proposta, de autoria dos deputados Fernanda Melchionna (PSol-RS) e Marcos Tavares (PDT-RJ), segue agora para sanção da Presidência da República.

O dispositivo permite que, além do afastamento do agressor, a vítima receba um aparelho portátil que emite alertas automáticos caso o agressor se aproxime, garantindo monitoramento em tempo real. A medida também poderá ser determinada por delegados em municípios sem juiz de plantão, ampliando a proteção em localidades menores.

Segundo a senadora Leila Barros (PDT-DF), relatora do projeto, a lei torna o monitoramento eletrônico uma medida protetiva de urgência obrigatória nos casos de risco iminente. “A tornozeleira aumenta a segurança da mulher e permite acompanhamento contínuo do agressor, com alertas tanto para a vítima quanto para a polícia”, destacou.

O projeto ainda prevê aumento da punição para agressores que descumprirem as medidas protetivas e amplia a cota do Fundo Nacional de Segurança Pública destinada à compra e manutenção de tornozeleiras e dispositivos de alerta. Campanhas educativas sobre a prevenção da violência doméstica também devem ser fortalecidas.

Dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública mostram que em 2025, 1.568 mulheres foram vítimas de feminicídio no Brasil, e que mesmo com medidas protetivas vigentes, muitas ainda foram assassinadas. Com a nova lei, o Senado busca reduzir esses números e aumentar a eficácia da Lei Maria da Penha, fortalecendo a proteção das mulheres em situação de risco.