Justiça começa a julgar nesta quinta (19) integrantes de torcida organizada por ataque brutal contra torcedores do CRB
Dois dos cinco acusados vão a júri popular por tentativa de homicídio contra Symei Araújo e Michael Douglas em 2023; vítima ficou em coma na UTI e sobreviveu com sequelas permanentes
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A Justiça de Alagoas começa a julgar nesta quinta-feira (19) dois dos cinco acusados de participar de um ataque violento contra torcedores do CRB, ocorrido em agosto de 2023, no bairro Ponta da Terra, em Maceió. Entre os réus está um dirigente da torcida organizada Mancha Azul, ligada ao CSA. O júri popular acontece na 9ª Vara Criminal da Capital e será conduzido pelo juiz Geraldo Amorim, com a promotora Adilza de Freitas representando o Ministério Público de Alagoas (MPAL) na acusação.
Os réus respondem por tentativa de homicídio com agravantes como motivo fútil, uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa das vítimas, além de furto. Os demais denunciados terão julgamentos em datas separadas, após desmembramento do processo.
O crime ocorreu em 2 de agosto de 2023. Symei Araújo e Michael Douglas conversavam em uma rua quando foram surpreendidos por um grupo da Mancha Azul que ocupava dois veículos – um Corsa Classic preto e um Ford Ka branco. Os agressores estavam armados com pedaços de madeira com pregos, porretes e tacos de beisebol e partiram para o espancamento imediato.
Symei foi a vítima mais grave. Ele sofreu traumatismo craniano, perdeu massa encefálica e chegou a ficar internado em estado crítico na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Geral do Estado (HGE). Ele sobreviveu, mas carrega sequelas permanentes até hoje.
Michael Douglas também foi brutalmente agredido. Ele só não foi morto porque o toque do seu celular, que imitava o som de uma sirene policial, fez com que os criminosos fugissem do local, acreditando que a polícia estava chegando. Ele relatou que cerca de oito pessoas participaram do ataque e conseguiu identificar três envolvidos.
O julgamento desta quinta-feira é aguardado com expectativa pelos familiares das vítimas e pela torcida do CRB, que esperam que a Justiça dê uma resposta à altura da violência que marcou o futebol alagoano há quase três anos.