"Uma a minha": deputado é flagrado comemorando vitória em licitação de obra pública e vídeo viraliza
Valmir Moretto (Republicanos-MT) foi gravado durante assinatura de ordem de serviço de R$ 200 milhões para hospital; ele afirma que fala foi "vício de linguagem" e que não tem mais vínculo com a empresa
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Um momento de descuido com o microfone colocou o deputado estadual Valmir Moretto (Republicanos-MT) no centro de uma polêmica que já viralizou nas redes sociais. Durante a assinatura da ordem de serviço para a construção do Hospital Regional de Pontes e Lacerda (MT), na última terça-feira (17), o parlamentar foi flagrado comemorando o fato de sua própria empresa ter vencido uma das licitações da obra, orçada em quase R$ 200 milhões.
No vídeo, que circula amplamente, Moretto é questionado sobre quais empresas haviam vencido os certames. Sem rodeios, ele responde: "Duas, a Agrimat e uma a minha", seguido de um sonoro "Tá autorizado!" em tom de comemoração. A fala imediatamente levantou suspeitas sobre um possível conflito de interesses, já que um agente público, na condição de deputado, estaria diretamente envolvido como contratado de uma obra financiada com dinheiro público.
O que diz o deputado
Após a rápida repercussão negativa, Valmir Moretto usou suas redes sociais para se explicar. Em nota, ele afirmou que a expressão usada foi um "vício de linguagem", decorrente do fato de ter sido fundador de uma empresa do setor da construção civil. O parlamentar destacou que sua participação societária foi encerrada em novembro de 2018, antes de assumir o mandato, e que, desde então, não possui qualquer vínculo, participação ou gestão no negócio.
Moretto também assegurou que todos os processos licitatórios foram conduzidos com transparência e dentro dos critérios técnicos e legais exigidos.
Repercussão
Apesar da justificativa, o caso acendeu um alerta sobre a necessidade de rigor na fiscalização de licitações que envolvem agentes políticos. A fala do deputado, captada pelo microfone, expôs a fragilidade entre o público e o privado e gerou uma enxurrada de críticas e cobranças por explicações mais aprofundadas. Até o momento, não há informação sobre a abertura de investigação oficial por parte dos órgãos de controle.