31 de julho de 2025
SÃO PAULO

Justiça solta homem que espancou ex-companheira em elevador após invadir trabalho dela em Guarulhos

Ronaldo Ferreira foi preso em flagrante na segunda (16), mas audiência de custódia concedeu liberdade provisória na terça (17)

Por Redação
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Ronaldo Ferreira foi preso na segunda-feira (16) e solto na terça (17) após audiência de custódia - Foto: Reprodução

Ronaldo Ferreira, de 20 anos, preso em flagrante após invadir o local de trabalho da ex-companheira e espancá-la dentro de um elevador em Guarulhos (SP), foi solto na última terça-feira (17) menos de 24 horas depois da detenção. A decisão foi tomada durante audiência de custódia e concedeu liberdade provisória ao agressor, que agora deverá cumprir uma série de medidas cautelares.

De acordo com o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP), Ronaldo terá que se manter afastado da residência da vítima e está proibido de se aproximar dela a uma distância inferior a 300 metros. Também está impedido de estabelecer qualquer tipo de contato com a mulher, seus familiares ou testemunhas, sob qualquer meio de comunicação.

Além disso, ele deverá comparecer a todos os atos do processo em que for intimado e manter seu endereço residencial atualizado perante a Justiça.

O caso ganhou repercussão após imagens de câmeras de segurança do prédio comercial na Avenida Salgado Filho, em Guarulhos, serem divulgadas. As imagens mostram a vítima tentando fugir do agressor entrando no elevador. Ronaldo alcança a porta antes que ela se feche e, já dentro do elevador, começa a agredi-la com diversos golpes.

Uma outra mulher que acompanhava a vítima aparece nas imagens se colocando entre o casal e impedindo que as agressões continuassem. O ataque aconteceu na segunda-feira (16) e levou à prisão em flagrante de Ronaldo ainda naquele dia.

A Secretaria da Segurança Pública (SSP) informou que foram requisitados exames ao Instituto Médico Legal (IML) para a vítima e que medidas protetivas foram solicitadas à Justiça. O caso foi registrado como violência doméstica e lesão corporal pela Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Guarulhos.

Por se tratar de um processo que corre em segredo de justiça, os detalhes da decisão que concedeu a liberdade provisória não foram detalhados. A soltura do agressor reacende o debate sobre a aplicação da Lei Maria da Penha e a efetividade das medidas protetivas em casos de violência doméstica.