31 de julho de 2025
economia

Em meio a protestos de caminhoneiros, Petrobras defende reajuste do diesel e destaca política de preços

Estatal afirma que não repassa automaticamente volatilidade internacional e que aumento foi de R$ 0,38 por litro; governo zerou PIS/Cofins para amenizar impacto ao consumidor

Por Redação
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Estatal afirma que não repassa automaticamente volatilidade internacional e que aumento foi de R$ 0,38 por litro; governo zerou PIS/Cofins para amenizar impacto ao consumidor - Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil

A Petrobras divulgou uma nota na noite desta terça-feira (17) em que defende sua política de preços e o recente reajuste do diesel, anunciado no último dia 14. A manifestação ocorre em meio à mobilização de caminhoneiros que ameaçam uma greve em protesto contra a alta no valor do combustível.

No comunicado, publicado no LinkedIn, a estatal afirma que segue "comprometida com uma atuação responsável, equilibrada e transparente" e que tem como "pilar fundamental não repassar automaticamente a volatilidade dos preços internacionais" ao mercado doméstico.

Segundo a companhia, o reajuste recente "está em consonância" com essa estratégia e a "estrutura de formação de preços continua sólida e funcionando".

Os números do aumento


No dia 14 de março, a Petrobras reajustou os preços de venda do diesel A para as distribuidoras em R$ 0,38 por litro. A empresa destacou que o último ajuste havia sido uma redução, em maio de 2025, e que o último aumento ocorreu em fevereiro do ano passado.

A estatal informou ainda que, mesmo após o reajuste, no acumulado desde dezembro de 2022, os preços do diesel A vendido às distribuidoras registram redução acumulada de R$ 0,84 por litro. O valor equivale a uma queda de 29,6%, considerada a inflação do período.

Medidas do governo para conter impacto


No comunicado, a Petrobras afirmou que o impacto do reajuste ao consumidor final foi mitigado porque o governo federal zerou as alíquotas de PIS/Cofins incidentes sobre o diesel.

Além disso, a companhia disse que o Conselho de Administração aprovou a adesão ao programa de subvenção econômica à comercialização de óleo diesel, que prevê o pagamento de R$ 0,32 por litro às empresas beneficiárias. A assinatura do termo de adesão, no entanto, ficará condicionada à publicação e à análise de instrumentos regulatórios pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Contas da Petrobras


Segundo a estatal, a elevação do preço do diesel combinada com a adesão à subvenção econômica resultará em um aumento potencial do valor recebido pela companhia de R$ 0,70 por litro – sem que esse valor seja transferido ao consumidor na mesma proporção.

A nota busca equilibrar a defesa da política de preços da empresa com a necessidade de demonstrar sensibilidade ao impacto social e econômico do aumento, em um momento de forte reação da categoria dos caminhoneiros.