Esquema de R$ 90 milhões: líder de facção é preso em condomínio de luxo na Paraíba; alagoanos integravam esquema financeiro
Operação Teia, da Polícia Civil de Pernambuco, cumpriu mandados em cinco estados; em Alagoas, dois suspeitos foram presos no Sul do estado
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A Polícia Civil de Pernambuco revelou, nessa segunda-feira (16), novos detalhes sobre a "Operação Teia", que desarticulou um grupo criminoso suspeito de tráfico de drogas, lavagem de dinheiro e movimentação de mais de R$ 90 milhões. Em Alagoas, duas pessoas foram presas acusadas de integrar a organização criminosa, uma em Penedo e outra em Coruripe, ambas no Sul do estado.
Ao todo, foram expedidos 16 mandados de prisão, dos quais 11 foram cumpridos, além de 18 mandados de busca e apreensão. As ações ocorreram em Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Paraná.
O suspeito preso em Penedo tem 34 anos e, segundo as investigações, integrava o núcleo financeiro da organização criminosa, atuando ao lado de mulheres do grupo. Ele era responsável pela movimentação dos valores milionários do esquema.
De acordo com apuração, o homem já possui passagem pela polícia por porte de armamento considerado "pesado". A Polícia Civil de Pernambuco o classifica como criminoso de "alta periculosidade". As informações sobre o preso em Coruripe não foram detalhadas até o momento.
O chefe da organização criminosa também foi alvo da operação e foi localizado em um condomínio de alto padrão na orla de João Pessoa, na Paraíba. Com ele, os policiais apreenderam três armas de fogo, munições, anotações, celulares e veículos de luxo.
A prisão do líder em um dos endereços mais valorizados do Nordeste escancara o poderio financeiro alcançado pelo grupo com o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro.
Investigação começou com 2 toneladas de maconha
De acordo com o delegado Coutinho Eymard, responsável pela operação, as investigações tiveram início em 2022, logo após a prisão em flagrante de suspeitos na cidade de Toritama, no interior de Pernambuco, com mais de 2 toneladas de maconha.
A partir daí, a polícia passou a investigar a estrutura da organização criminosa e a função de cada suspeito nas movimentações financeiras, o que revelou um esquema milionário com ramificações em pelo menos cinco estados brasileiros.
A Operação Teia continua em andamento, com análise do material apreendido e novas diligências para localizar os foragidos.