31 de julho de 2025
POLÍCIA

Operação Teia prende 11 suspeitos e bloqueia mais de R$ 90 milhões do tráfico em cinco estados, incluindo PE e AL

nvestigação da Polícia Civil de Pernambuco aponta movimentação financeira milionária de organização criminosa; líder foi preso em condomínio de luxo na Paraíba

Por Paula Tabosa
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Operação Teia prende 11 suspeitos e bloqueia mais de R$ 90 milhões do tráfico em cinco estados - Foto: Divulgação/Polícia Civil PE

Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco contra o tráfico de drogas e a lavagem de dinheiro resultou na prisão de 11 pessoas e no cumprimento de mandados em cinco estados: Pernambuco, Alagoas, Paraíba, Sergipe e Paraná. Batizada de Operação Teia, a ação foi deflagrada na última sexta-feira (13) e identificou a movimentação de mais de R$ 90 milhões pela organização criminosa.

As investigações começaram em setembro de 2022, após a prisão de suspeitos em Toritama, no Agreste, com armas, drogas e veículos roubados. A apuração evoluiu com a apreensão de mais de duas toneladas de maconha no Sertão e levou à expedição de 16 mandados de prisão e 18 de busca e apreensão.

Em Pernambuco, os mandados foram cumpridos em cidades como Recife, Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe, Limoeiro e João Alfredo, entre outras. Os nomes dos presos não foram divulgados.

Segundo o delegado José Eymard, da 7ª Delegacia de Repressão ao Narcotráfico (Denarc), o líder do grupo foi preso em um condomínio de alto padrão em João Pessoa, com armas, munições e um carro de luxo. Além das prisões, foram apreendidos celulares e autorizado o bloqueio judicial de valores milionários identificados após quebra de sigilos bancário e fiscal.

A investigação aponta que os 16 integrantes da quadrilha atuavam de forma articulada, principalmente na movimentação financeira do tráfico. Um dos alvos, preso em Sergipe, chegou a movimentar cerca de R$ 16 milhões, apesar de manter uma vida aparentemente simples, utilizando empresas de fachada para ocultar o dinheiro ilícito.

De acordo com a polícia, muitos dos envolvidos eram presidiários, ex-presidiários ou pessoas ligadas a detentos, o que reforça o esquema de lavagem de dinheiro dentro e fora do sistema prisional.

O nome da operação, “Teia”, faz referência à complexa rede de conexões financeiras identificada entre os suspeitos. As investigações contaram com apoio da Diretoria de Inteligência da Polícia Civil de Pernambuco (Dintel), do Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro e das polícias civis dos demais estados envolvidos.

O caso segue em investigação para identificar outros possíveis envolvidos e aprofundar o rastreamento dos recursos ilícitos.

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