"Chifrinho": Polícia Civil indicia vereador Eduardo Moura por injúria e difamação contra colega no Recife
Gesto feito durante sessão na Câmara Municipal em fevereiro também atingiu a esposa de Chico Kiko, segundo inquérito; caso agora segue para análise do Ministério Público
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A Polícia Civil de Pernambuco indiciou o vereador Eduardo Moura por crimes contra a honra do também vereador Chico Kiko e de sua esposa, Maria José da Silva. A decisão foi formalizada nesta segunda-feira (16), após investigação conduzida pela Delegacia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.
De acordo com o inquérito, Moura foi indiciado por injúria qualificada, de natureza aviltante, e difamação, com agravantes pelo fato de as condutas terem ocorrido em ambiente público e com ampla repercussão nas redes sociais. O caso teve origem em um episódio registrado no dia 10 de fevereiro, durante sessão na Câmara Municipal do Recife, quando o parlamentar fez um gesto de “chifres” em direção ao colega, situação transmitida ao vivo pela internet.
Na representação, Chico Kiko argumenta que o gesto é interpretado como ofensivo, associando sua imagem à condição de “corno”, o que, segundo ele, também atingiu sua esposa. A investigação aponta que, mesmo sem citação direta, Maria José da Silva foi indiretamente ofendida, uma vez que o gesto sugere uma acusação de traição.
A Polícia Civil destacou ainda que a ampla repercussão do caso nas redes sociais e na imprensa contribuiu para agravar os danos à honra dos envolvidos, gerando constrangimento e abalo psicológico.
Durante as investigações, Eduardo Moura confessou ter feito o gesto e afirmou que pediu desculpas ao colega, tanto de forma privada quanto publicamente na tribuna da Câmara. No entanto, ele alegou não ter tido a intenção de ofender.
Em nota divulgada nesta terça-feira (17), o vereador afirmou não ter sido oficialmente comunicado sobre o indiciamento e contestou a condução do caso. Moura também declarou estar sendo alvo de perseguição política, atribuindo a situação ao prefeito do Recife, João Campos.
O caso será agora analisado pelo Ministério Público de Pernambuco, que decidirá se oferece denúncia à Justiça. Paralelamente, o episódio pode ter desdobramentos no Conselho de Ética da Câmara Municipal do Recife, podendo resultar em sanções políticas ao parlamentar.