31 de julho de 2025
Investigação

Defesa de Lulinha afirma que viagem a Portugal com Careca do INSS não teve irregularidades

Advogado diz que filho do presidente visitou fábrica de cannabis medicinal a convite de lobista, mas não recebeu dinheiro ou participou de fraudes no INSS

Por Redação
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Defesa de Lulinha afirma que viagem a Portugal com Careca do INSS não teve irregularidades - Foto: Reprodução

O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, viajou para Portugal em novembro de 2024 com Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, alvo de investigação por fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A informação foi confirmada pelo advogado de Lulinha, Marco Aurélio de Carvalho, nesta segunda-feira (16), que negou qualquer irregularidade envolvendo o filho do presidente.

Segundo Carvalho, a viagem teve como objetivo visitar uma fábrica de produtos de cannabis medicinal, a convite do lobista. Lulinha não teria pago pela viagem, não recebeu recursos do Careca ou da empresária Roberta Luchsinger, amiga da família, e não celebrou contratos ou parcerias comerciais. “Ele viajou por curiosidade e para conhecer a extração de canabidiol. Nunca trabalhou com Antônio Camilo e não houve nenhum retorno financeiro ou vínculo comercial”, afirmou o advogado em entrevista à GloboNews Mais.

A defesa reforçou que Lulinha não participou das fraudes investigadas pela Polícia Federal e pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS, nem tinha conhecimento de desvios de aposentadorias e pensões. O filho do presidente teve os sigilos bancário e fiscal quebrados este ano, mas Carvalho afirma que as movimentações financeiras reveladas não indicam envolvimento em irregularidades.

Mensagens analisadas pela PF mostrariam pagamentos do Careca à empresária Roberta Luchsinger, que, segundo testemunhas, teriam como objetivo repassar valores a “um filho do rapaz”. A defesa nega que essas menções se refiram a Lulinha, afirmando que ele não recebeu qualquer pagamento.

Carvalho também negou que Lulinha tenha atuado como intermediário ou lobby junto ao Ministério da Saúde ou à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para comercialização de produtos de canabidiol ao governo. Entre janeiro de 2022 e janeiro de 2026, Lulinha movimentou R$ 19,5 milhões em contas bancárias, incluindo transferências do pai e para ex-sócios, todas consideradas regulares pela defesa.

“A quebra de sigilos não trouxe nenhum fato que possa comprometer Fábio em relação às investigações da CPMI do INSS. Ele não tem qualquer relação direta ou indireta com irregularidades no instituto”, concluiu o advogado.