Adolescente suspeito de ataque em escola de Barreiros diz que sofria bullying
Conselho Tutelar afirma que jovem de 14 anos relatou intimidações constantes, como ser chamado de “feio” e “medonho”
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O adolescente de 14 anos suspeito de esfaquear três colegas em uma escola estadual no município de Barreiros, na Zona da Mata Sul de Pernambuco, afirmou que sofria bullying na instituição de ensino. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (16) pelo conselheiro tutelar da cidade, Everson Lima, em entrevista ao Diario de Pernambuco.
De acordo com o conselheiro, o jovem relatou que o ataque teria sido motivado por situações de bullying. No entanto, as vítimas negam ter praticado qualquer tipo de intimidação contra o suspeito.
“Segundo o adolescente, o caso foi motivado de fato por conta de bullying, só que as vítimas negam que tenha sido esse o motivo. Agora é preciso aguardar as investigações para esclarecer o que realmente aconteceu”, explicou Everson Lima, um dos responsáveis pelo acompanhamento do caso no Conselho Tutelar.
Ainda segundo o conselheiro, as vítimas têm entre 14 e 16 anos e relataram que o adolescente já estava na sala de aula quando elas chegaram. Conforme os depoimentos iniciais, as estudantes teriam sido escolhidas de forma aleatória. “Quem fosse chegando, era quem ia ser a vítima”, detalhou.
De acordo com o delegado da Polícia Civil de Pernambuco (PCPE), Marcelo Queiroz, os primeiros levantamentos apontam que o ataque não tem relação com crimes de ódio ou influência de conteúdos nas redes sociais.
Segundo o delegado, por volta das 8h30, equipes da Polícia Civil e da Polícia Militar foram acionadas para atender a ocorrência na escola, onde o adolescente teria entrado na unidade com uma faca de cozinha e atacado três colegas de sala.
Para garantir a integridade física e os direitos do suspeito, o jovem foi transferido para um município próximo a Barreiros, também na Mata Sul do estado, a cerca de 50 quilômetros da cidade.
O adolescente ainda deverá ser ouvido oficialmente, e o caso passará a ser acompanhado pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) e pela Justiça.