31 de julho de 2025
conflito mundial

Irã descarta negociações e nega cessar-fogo; conflito completa 16 dias sem trégua à vista

Teerã desmente declarações de Trump sobre acordo e mantém ataques no Golfo

Por Redação
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Teerã desmente declarações de Trump sobre acordo e mantém ataques no Golfo - Foto: Reprodução/Getty Images

O ministro dos Negócios Estrangeiros do Irã, Abbas Araghchi, afirmou neste domingo (15) que não há negociações à vista entre Teerã e os Estados Unidos, desmentindo declarações do presidente americano Donald Trump de que o país estaria buscando um acordo. "Não há motivos para conversações", disse Araghchi, negando ainda que o Irã tenha pedido um cessar-fogo.

Enquanto isso, o conflito que completa 16 dias segue sem perspectivas de trégua. O Irã promete continuar sua autodefesa, e o Exército israelense garantiu que os ataques vão prosseguir, embora reconheça que o regime iraniano já esteja enfraquecido. O porta-voz militar de Israel afirmou que a guerra pode se estender por mais três a seis semanas.

Reações na região


A Arábia Saudita e os Emirados Árabes Unidos informaram ter interceptado dezenas de drones e mísseis lançados em sua direção. Apesar dos esforços de defesa, um cidadão palestino morreu neste domingo em Abu Dhabi, capital dos Emirados, após a queda de um míssil sobre um veículo. A morte ocorre no momento em que Teerã mantém os ataques no Golfo em retaliação à agressão americano-israelense ao Irã.

Em resposta à ofensiva iniciada em 28 de fevereiro, o Irã lançou ataques com mísseis e drones contra Israel e países vizinhos, visando particularmente bases militares e interesses norte-americanos, além de infraestruturas econômicas, sobretudo energéticas.

Declarações contraditórias

Neste domingo, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Irã desmentiu categoricamente a declaração de Trump de que "o Irã quer chegar a um acordo". O secretário norte-americano de Energia havia dito anteriormente que esperava que a guerra terminasse nas "próximas semanas", mas a posição iraniana indica o contrário.

O governo israelense anunciou que prevê que o conflito dure mais três a seis semanas. O chanceler israelense também garantiu que, ao contrário do que foi noticiado, não haverá negociações com o Líbano para acabar com o conflito, afirmando que se o presidente e o Exército libanês querem paz, devem impedir o Hezbollah de atacar Israel a partir do país.