Papa Leão XIV clama por cessar-fogo no Oriente Médio: "A violência nunca trará paz"
Líder da Igreja Católica usa redes sociais para pedir diálogo em meio à escalada do conflito entre EUA, Israel e Irã que já soma milhares de vítimas
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Em um apelo direto e carregado de urgência, o papa Leão XIV utilizou suas redes sociais neste domingo (15) para pedir a interrupção imediata das hostilidades no conflito que envolve Estados Unidos, Israel e Irã. A mensagem publicada pelo líder da Igreja Católica reflete a preocupação da comunidade internacional com a escalada da violência na região, que já se estende por mais de duas semanas e deixou um rastro de destruição e milhares de mortos.
"Em nome dos cristãos do #OrienteMédio e de todas as mulheres e homens de boa vontade, dirijo-me aos responsáveis por este conflito: cessem o fogo! Que se reabram os caminhos do diálogo! A violência nunca poderá levar à justiça, à estabilidade e à paz que os povos esperam", escreveu o pontífice em sua página oficial no X (antigo Twitter). A declaração papal ecoa a crescente pressão por uma solução diplomática que evite o agravamento de uma crise humanitária de proporções devastadoras.
O conflito no Oriente Médio teve seu estopim no dia 28 de fevereiro, quando Estados Unidos e Israel deflagraram ataques coordenados contra o Irã. A ofensiva resultou na morte do líder supremo iraniano, aiatolá Ali Khamenei, mergulhando o país em comoção e fúria. Em resposta, o regime teocrático do Irã lançou ataques contra nações aliadas aos norte-americanos na região, transformando o que poderia ser um confronto pontual em um conflito regional de grandes proporções. Atualmente, mais de dez países foram atingidos diretamente pelos combates, com milhares de vítimas civis e militares.
Neste domingo, a tensão ganhou novo capítulo com um comunicado explosivo da Guarda Revolucionária do Irã. Por meio de seu site oficial, Sepah News, o grupo paramilitar afirmou que pretende "perseguir e matar" o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. A declaração, carregada de retórica agressiva, diz que a perseguição continuará "com toda a força" enquanto o líder israelense permanecer vivo, atribuindo a ele a responsabilidade pela morte de crianças no conflito. A ameaça surge dias após Netanyahu ter mencionado, de forma indireta, possíveis ações contra figuras centrais do eixo pró-Irã.
Do lado norte-americano, as declarações também acendem alertas. Em entrevista à NBC News, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que ainda não existem condições "suficientemente boas" para um acordo que leve ao fim da guerra contra o Irã. Mais do que isso, o líder norte-americano fez uma afirmação que gerou ainda mais apreensão: declarou que poderá bombardear novamente os alvos do principal centro de exportação de petróleo bruto do Irã, justificando a ação com uma expressão no mínimo controversa — "apenas por diversão".