31 de julho de 2025
insatisfeito

Tensão no Oriente Médio: Trump rejeita negociação com Irã e endurece posição sobre conflito

Presidente dos EUA afirma que termos propostos por Teerã não são satisfatórios e condiciona fim da guerra à desistência iraniana de usinas nucleares

Por Redação
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Donald Trump - Foto: Anna Moneymaker

O conflito entre Estados Unidos e Irã completa 15 dias sem sinais de trégua. O presidente norte-americano, Donald Trump, declarou neste sábado (14) que não tem interesse em negociar um cessar-fogo com o governo iraniano neste momento. Em entrevista à emissora NBC News, Trump afirmou que Teerã teria demonstrado disposição para colocar fim às hostilidades, mas os termos apresentados não agradaram à Casa Branca.

"Irã quer negociar, mas eu não quero porque os termos não são bons o suficiente", disparou o presidente, sem revelar detalhes sobre as supostas propostas iranianas nem esclarecer quais seriam suas exigências para uma negociação. No entanto, Trump foi direto ao pontuar uma condição inegociável: segundo ele, o governo iraniano precisa abandonar definitivamente qualquer pretensão de manter usinas nucleares caso deseje o fim da guerra.

A declaração ocorre em meio a uma escalada militar que já afeta diretamente o comércio global de petróleo. Mais cedo, Trump voltou a comentar a situação no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa parcela significativa do petróleo mundial, que foi bloqueado por forças iranianas após o início do conflito. Com tom de confronto, o presidente afirmou que os EUA "dizimaram o Irã completamente" e sugeriu que os países dependentes da passagem assumam responsabilidade pela região. "Os países do mundo que recebem petróleo pelo Estreito de Ormuz devem cuidar dessa passagem, e nós ajudaremos", declarou.

Questionado sobre a possibilidade de minas terem sido instaladas no estreito pelas forças iranianas, Trump disse não ter confirmação, mas anunciou que os Estados Unidos realizarão uma operação de varredura na região. "Nós vamos fazer uma forte varredura no estreito e acreditamos que vamos ter ajuda de outros países que, de alguma forma, foram impedidos de navegar pela passagem", completou.

A recusa em negociar e o endurecimento do tom aumentam as tensões em uma região já vulnerável e acendem alertas para possíveis desdobramentos no mercado internacional de petróleo. Enquanto isso, a comunidade internacional acompanha com apreensão os próximos passos dessa crise que parece longe de um desfecho.