Acosta aprova parceria com Savarino e se assume líder do Fluminense: "Não abaixo cabeça para ninguém"
Argentino de 31 anos celebra conexão com venezuelano, explica estilo de jogo "brigador" por conta da baixa estatura e revela que os filhos já são torcedores fanáticos do Tricolor
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Luciano "Lucho" Acosta vive um momento mágico no Fluminense. Em apenas cinco jogos pelo Campeonato Brasileiro, o meia argentino já soma quatro participações em gols, igualando todo o desempenho de 2025. Aos 31 anos, o camisa 10 se tornou o motor criativo da equipe de Luis Zubeldía e, nesta temporada, ganhou um parceiro de peso para dividir a responsabilidade ofensiva: o venezuelano Jefferson Savarino. A dupla, que já funcionou bem nas vitórias sobre Palmeiras e Remo, ganhou até apelido: "SavaLucho", aprovado pelo argentino com bom humor.
"Eu conheci ele na MLS. Sempre vi muito na seleção da Venezuela, também no Botafogo nos anos anteriores. Ele fazia a diferença. É muito craque. Sabe quando posicionar, quando chutar, é muito diferente. Nos conectamos muito, quando jogamos juntos temos boa conexão. Nós queremos driblar, chutar, dar assistência, então vai ser uma coisa boa", afirmou Acosta em entrevista ao ge. O entrosamento tem sido a chave para o volume ofensivo tricolor: nos últimos dois jogos, o time saltou para uma média de 16 finalizações por partida.
"Não abaixo a cabeça para ninguém"
O bom humor de Lucho persiste mesmo quando o assunto fica mais espinhoso. Um exemplo é a pecha de "brigão" — apesar da baixa estatura. O argentino admite que precisa evoluir nesse aspecto, principalmente pelo número de cartões amarelos que tem recebido. Ainda assim, explica o motivo de tantas faltas e diz que isso também tem relação com os adversários que enfrenta em campo.
"Eu brigo porque os caras acham que podem brigar comigo só porque sou baixinho. Eles batem muito em mim, então não posso ficar sem falar nada. Se ficar (calado), vão bater mais. Depois fico todo machucado. Tento não brigar, meus companheiros até falam para eu não brigar com todo mundo. Falam 'imagina você com um metro a mais de altura, ia brigar todo dia'. É verdade (risos). Falam que eu faço muito falta, mas é porque não sei marcar (risos), mas é sem intenção. Só não abaixo a cabeça para ninguém. Nunca", declarou.
A hierarquia dos pênaltis e os filhos tricolores
Outro assunto quente que Lucho Acosta não titubeou ao falar foi sobre as cobranças de pênaltis do Fluminense. Diante do Vasco, na Copa do Brasil do ano passado, e contra o Flamengo, na final do Carioca deste ano, o meia não esteve em campo para bater. Para ele, isso não é um problema. Inclusive, fala sobre o respeito pelas hierarquias e garante estar pronto caso a responsabilidade apareça.
"Quando cheguei aqui, já tinham cobradores (de pênalti). Quando chega reforço, se tenta respeitar os códigos do futebol. Quando cheguei, tinha Renê, Ganso, Canobbio... Fomos conversando nos jogos, nos treinos. Depois de cada treino, ficamos treinando pênaltis. Vou ter a oportunidade em algum momento e terei a responsabilidade de chutar. Estou consciente de que tomarei essa responsabilidade. Mas respeito os jogadores com mais trajetória. Se eu tiver que bater em algum momento, tomarei essa responsabilidade", explicou.
Além do futebol, Lucho revelou um lado emocionante fora de campo. Contratado em agosto do ano passado do FC Dallas, dos Estados Unidos, por US$ 4 milhões, o argentino conta que um dos motivos para retornar ao futebol sul-americano foi viver novamente o ambiente de jogos decisivos e estádios lotados. Durante a entrevista, não escondeu a emoção ao falar dos filhos.
"Eles (meus filhos) estão morando esse ano comigo. Eles já são torcedores do Fluminense. Cantam a 'louco da cabeça', cantam todo dia (risos). Aqui é muito diferente. Meus filhos entravam em campo na MLS, aqui não pode. Mas eles entram nos vestiários, conhecem os jogadores, tem as suas bandeiras, vestem roupas do Fluminense. É uma experiência diferente", revelou.
Próximos desafios
O Fluminense agora inicia uma sequência de partidas no Rio de Janeiro, todas pelo Brasileirão: contra Athletico-PR, Vasco, Atlético-MG e Corinthians. Lucho prevê jogo duro contra o Furacão, adversário deste domingo.
"Vai ser um jogo duro, importante para a gente seguir fazendo história. É seguir sendo comandante no Maracanã. Em casa, temos que ganhar e ganhar. Tem que se acostumar a ganhar para que o rival venha na cabeça que o Fluminense não perde aqui. Isso gera confiança entre nós", finalizou o meia, que tem sido o pilar do time na briga pelo topo da tabela.