31 de julho de 2025
CONFLITO

Idosa passa mal após ação policial em fazenda e caso levanta questionamentos sobre atuação

Proprietária de 79 anos foi levada para hospital depois da entrada de policiais em área rural sem apresentação de mandado

Por Redação
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A presença de diversas viaturas e a movimentação dentro da propriedade aumentaram o clima de tensão, o que teria contribuído para que a idosa passasse mal e precisasse ser socorrida. - Foto: Redação

Uma ação envolvendo agentes da Polícia Militar de Alagoas em uma propriedade rural de Maceió terminou com a proprietária da área, Maria José, de 79 anos, sendo levada para atendimento de emergência após passar mal. O caso ocorreu na última terça-feira (10), na Fazenda Vale do Catolé.

De acordo com familiares, a idosa que possui diversas comorbidades sofreu um mal-estar após a entrada de policiais e representantes da empresa Amorim Barreto Engenharia na propriedade. Eles afirmam que não houve apresentação de mandado judicial no momento da ação.

O terreno é alvo de uma disputa que ainda tramita em segunda instância no Tribunal de Justiça de Alagoas (TJAL). Mesmo assim, segundo testemunhas, os agentes teriam acessado o local após cortar cercas e arrombar cadeados instalados nos portões da fazenda.

Familiares relataram que a própria proprietária acionou a polícia pela manhã, por meio de um chamado registrado às 9h05, pedindo apoio diante da situação. No entanto, ao chegar ao local, um oficial da corporação teria se reunido com o advogado e com o gerente da empresa envolvida no conflito. Ainda conforme os relatos, foi solicitado reforço de outras cinco viaturas para a área.

Durante a ação, maquinários que estariam sendo utilizados para desmatamento em partes da fazenda foram retirados do local. A presença de diversas viaturas e a movimentação dentro da propriedade aumentaram o clima de tensão, o que teria contribuído para que a idosa passasse mal e precisasse ser socorrida.

O episódio reacendeu críticas à condução de disputas fundiárias no estado. Para familiares e advogados que acompanham o caso, a intervenção no local sem ordem judicial demonstra possíveis falhas na condução do processo e na atuação das autoridades responsáveis.