Rio Grande do Norte confirma dois primeiros casos de mpox em 2026; Sesap monitora terceira suspeita
Pacientes de Natal e São Gonçalo do Amarante não precisaram de internação; casos ocorreram entre 15 de fevereiro e 7 de março
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A Secretaria de Estado da Saúde Pública do Rio Grande do Norte (Sesap) confirmou nesta quinta-feira (12) os dois primeiros casos de mpox no estado em 2026. De acordo com a pasta, os registros ocorreram em pacientes residentes em Natal e em São Gonçalo do Amarante, ambos na Região Metropolitana. Os diagnósticos foram realizados entre os dias 15 de fevereiro e 7 de março e, segundo a Sesap, os pacientes não precisaram de internação hospitalar.
A mpox é uma doença viral que provoca febre e lesões na pele que evoluem para bolhas e feridas. A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com essas lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados. O quadro clínico, na maioria dos casos, é leve a moderado, com duração de duas a quatro semanas.
A Sesap informou ainda que investiga um terceiro caso suspeito, também em São Gonçalo do Amarante. Não há detalhes sobre o estado de saúde desse paciente. Em fevereiro, uma jovem de 19 anos chegou a ser internada em Mossoró com suspeita da doença, mas os exames descartaram a infecção.
Em todo o país, o Ministério da Saúde monitora a mpox desde 2022, ano em que o Brasil registrou mais de 10 mil casos. Em 2025, foram 1.094 confirmações. No Rio Grande do Norte, o painel de monitoramento da pasta aponta o seguinte histórico:
- 2022: 131 casos
- 2023: 11 casos
- 2024: 5 casos
- 2025: 2 casos
- 2026: 2 casos (até o momento)
Até o início de março, o Brasil contabilizava 149 casos confirmados ou prováveis da doença, concentrados principalmente em São Paulo (93), Rio de Janeiro (18), Minas Gerais (11) e Rondônia (11). Não há registro de mortes por mpox no país em 2026.
Sintomas e prevenção
Segundo o Ministério da Saúde, os principais sinais da mpox incluem erupções cutâneas, febre, dor de cabeça, dores no corpo, calafrios, fraqueza e aumento dos linfonodos (ínguas). A transmissão ocorre por contato próximo com pessoas infectadas, incluindo relações sexuais, ou com materiais contaminados, como roupas de cama e toalhas.
A orientação é que pessoas com sintomas procurem uma unidade de saúde para avaliação e evitem contato próximo com outras pessoas até que haja confirmação diagnóstica. Medidas de prevenção incluem higienização frequente das mãos e não compartilhar objetos pessoais. No Brasil, a vacinação contra mpox está disponível para grupos prioritários, como pessoas vivendo com HIV com baixa imunidade e profissionais de laboratório que atuam com Orthopoxvírus.