Mpox em alta: saiba identificar sintomas e prevenir o contágio
Febre, dores musculares e lesões na pele podem indicar mpox; especialistas explicam evolução da doença e medidas de proteção
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A mpox, doença viral que vem chamando atenção global, pode apresentar sinais iniciais semelhantes a gripes, viroses ou até reações alérgicas. Reconhecer os sintomas precocemente é fundamental para reduzir o risco de transmissão e buscar atendimento médico.
Segundo o infectologista Hareton Teixeira Vechi, do Instituto de Medicina Tropical da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e professor de Infectologia da Escola de Ciências Médicas da UFRN, os primeiros sinais da doença incluem febre, dor de cabeça, cansaço, dores musculares e aumento dos linfonodos, popularmente conhecidos como ínguas.
Evolução das lesões na pele
Após os sintomas iniciais, surgem as lesões características da mpox. Elas passam por diferentes fases: manchas, pápulas (caroços vermelhos), vesículas (bolhas com líquido), pústulas (bolhas com pus) e, finalmente, crostas. As lesões são geralmente dolorosas, profundas e bem delimitadas, ajudando no diagnóstico da doença.
Como diferenciar de outras condições
- Alergias: causam urticária e coceira intensa, sem febre.
- Viroses: podem gerar manchas espalhadas com ou sem coceira, geralmente associadas a mal-estar.
- Herpes simples: pequenas bolhas agrupadas, frequentemente recorrentes.
- Catapora: lesões em diferentes estágios simultaneamente, normalmente indolores, diferentemente da mpox, em que todas estão no mesmo estágio de evolução.
Prevenção do contágio
A transmissão ocorre principalmente pelo contato direto com lesões ou secreções infectadas. Medidas de proteção incluem higienizar as mãos regularmente, evitar contato direto com lesões suspeitas, não compartilhar objetos pessoais, limpar superfícies e manter isolamento em caso de sintomas. O uso de preservativos pode reduzir parte do risco durante relações íntimas, mas não elimina a transmissão pelo contato direto com a pele.
Grupos que devem redobrar cuidados
Pessoas imunossuprimidas, gestantes, crianças pequenas e indivíduos com doenças crônicas precisam ter atenção especial. Em certos casos, a vacinação pode ser indicada para grupos de maior risco ou contatos próximos de casos confirmados, seguindo protocolos de saúde pública.