PF registra saque de R$ 350 mil feito por suplente de Alcolumbre em apuração sobre contratos do DNIT
Movimentação em dinheiro vivo foi monitorada durante investigação que apura suspeitas de fraude em licitações e desvio de recursos ligados à BR-156, no Amapá
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A Polícia Federal identificou um saque de R$ 350 mil realizado por Breno Barbosa Chaves Pinto, segundo suplente do senador Davi Alcolumbre (União-AP), durante o andamento de uma investigação que apura irregularidades em contratos do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) no Amapá. A movimentação ocorreu em novembro de 2024, na cidade de Santana, e passou a integrar o conjunto de elementos analisados pelos investigadores no caso.
A operação faz parte das apurações sobre possíveis fraudes em licitações e suspeitas de desvio de recursos públicos destinados à manutenção de rodovias federais no estado, especialmente na BR-156, considerada a principal via federal do Amapá.
De acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Federal em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU), quatro processos licitatórios estão sob suspeita. Os contratos envolvidos somam cerca de R$ 60 milhões, com aproximadamente R$ 32 milhões já pagos a empresas que passaram a ser investigadas.
Os investigadores apuram indícios de manipulação de concorrências públicas, apresentação de propostas fictícias e possíveis falhas na fiscalização dos contratos por parte de agentes públicos.
A apuração ganhou força com a deflagração da Operação Route 156, em julho de 2025, quando foram cumpridos mandados de busca e apreensão no Amapá e em outros estados. Durante a ação, a Justiça também determinou o bloqueio de cerca de R$ 8 milhões em bens e valores de investigados, além do afastamento cautelar de servidores públicos.
Entre os itens apreendidos pelos agentes estão armas, munições, veículos de alto padrão, joias, relógios e obras de arte.
O nome de Breno Barbosa Chaves Pinto aparece no inquérito associado a movimentações financeiras em espécie que passaram a ser analisadas pelos investigadores. O saque de R$ 350 mil agora integra o conjunto de provas reunidas na apuração.
Segundo registros do Senado Federal, Breno é o segundo suplente do senador Davi Alcolumbre na atual legislatura. Até o momento, o parlamentar não é alvo das operações e não aparece como investigado no inquérito.
As investigações tiveram um novo desdobramento em fevereiro deste ano, quando a Polícia Federal iniciou a Operação Pedágio 2. A fase adicional, autorizada pelo Supremo Tribunal Federal, reforça que as apurações sobre os contratos do DNIT no Amapá continuam em andamento.