31 de julho de 2025
Região dos Lagos

Operação investiga venda de “armas fantasmas” feitas em impressoras 3D e identifica compradores

Ação da PC prendeu quatro suspeitos em São Paulo e apura negociações do armamento sem rastreabilidade no Rio de Janeiro

Por Redação
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No estado do Rio de Janeiro, cerca de dez compradores já foram identificados. - Foto: Divulgação

Uma operação da Polícia Civil do Rio de Janeiro revelou a existência de negociações envolvendo armas fabricadas em impressoras 3D, conhecidas como “armas fantasmas”, em municípios da Região dos Lagos. A investigação aponta que compradores desse tipo de armamento foram identificados em cidades como Araruama, São Pedro da Aldeia e Armação dos Búzios.

A ofensiva, batizada de Operação Shadowgun, foi realizada nesta quinta-feira (12) em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública e o Ministério Público. Durante a ação, quatro pessoas foram presas no estado de São Paulo.

Entre os detidos está um engenheiro apontado pelas autoridades como responsável pelo desenvolvimento das armas e pela coordenação do esquema investigado.

As investigações são conduzidas pela 32ª Delegacia de Polícia (DP) de Taquara, com apoio do Núcleo de Combate aos Crimes Cibernéticos do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (CyberGaeco/MPRJ).

De acordo com os investigadores, pelo menos 79 negociações envolvendo armas produzidas em impressoras 3D foram identificadas entre os anos de 2021 e 2022. Esses armamentos são chamados de “armas fantasmas” porque não possuem numeração de série nem registro oficial, o que dificulta o rastreamento.

No estado do Rio de Janeiro, cerca de dez compradores já foram identificados. Além das cidades da Região dos Lagos, também foram registrados casos em São Francisco de Itabapoana e na capital fluminense.

Segundo a Polícia Civil, a maioria das pessoas que adquiriu esse tipo de armamento possui antecedentes criminais relacionados ao tráfico de drogas e a outros delitos.

A investigação teve início após um alerta de um órgão internacional, encaminhado ao Laboratório de Operações Cibernéticas (Ciberlab), indicando a comercialização de armas produzidas em impressoras 3D em redes sociais.

Durante as apurações, os investigadores também identificaram o uso de criptomoedas como forma de financiamento e incentivo à produção das armas.

Ainda de acordo com a polícia, os integrantes da organização criminosa desempenhavam funções específicas dentro do esquema. O engenheiro seria responsável pela coordenação das atividades, enquanto os outros suspeitos atuavam no suporte técnico, na divulgação do grupo e na criação de materiais de propaganda e identidade visual.