31 de julho de 2025
FISCALIZAÇÃO

Ministério Público de Alagoas vai acompanhar concurso da PM para evitar fraudes com aparelhos eletrônicos

Decisão foi tomada após comunicação da Polícia Militar sobre risco de repetição de esquemas criminosos como os da Operação Loki, que fraudou certame em 2021

Por Redação
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MP vai fiscalizar o concurso da Polícia militar de Alagoas. - Foto: Assessoria

O Ministério Público do Estado de Alagoas (MPAL) decidiu instaurar um procedimento administrativo para acompanhar de perto a realização do próximo concurso público da Polícia Militar de Alagoas (PMAL). A medida foi tomada após a própria corporação comunicar oficialmente sua preocupação com o risco de fraudes praticadas por meio de dispositivos eletrônicos durante as provas.

O expediente, protocolado sob o número 02.2026.00002372-5, foi encaminhado pelo Comandante-Geral da PM e traz elementos que indicam a possibilidade de grupos criminosos organizados utilizarem aparelhos adaptados para comunicação clandestina e transmissão de gabaritos nos locais de prova. O documento faz referência direta a ocorrências registradas no concurso da PM de Alagoas realizado em 2021, que foi alvo da Operação Loki – uma investigação que revelou um esquema sofisticado de fraudes envolvendo candidatos e intermediários.

Diante do histórico e da gravidade do alerta, a Procuradoria-Geral de Justiça decidiu agir de forma preventiva. A atuação do Ministério Público terá como foco garantir a lisura, a impessoalidade, a isonomia entre os candidatos e a moralidade administrativa, princípios fundamentais previstos no artigo 37 da Constituição Federal e na legislação estadual que rege os concursos públicos.

O promotor de Justiça da 21ª Promotoria de Justiça da Capital (Fazenda Estadual) foi designado para atuar no caso, em conjunto com a Procuradoria-Geral de Justiça. A ideia é que as medidas necessárias sejam adotadas antes mesmo da publicação do edital, para que as regras de segurança – especialmente a vedação ao ingresso de aparelhos eletrônicos com capacidade de comunicação, transmissão ou armazenamento de dados – sejam rigorosamente definidas e fiscalizadas.

Nos próximos dias, o Ministério Público deverá deliberar sobre a expedição de uma recomendação formal aos órgãos responsáveis pela organização do concurso, estabelecendo diretrizes claras para evitar que novas fraudes comprometam a credibilidade do certame e a segurança pública do estado.

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