Morre MC Danilo Boladão, aos 47 anos, ícone do funk da Baixada Santista
Artista sofreu paradas cardíacas nesta madrugada; ele convivia há 20 anos com diabetes e havia celebrado 30 anos de carreira em 2025
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O funk paulista perdeu um de seus grandes nomes na madrugada desta quarta-feira (11). MC Danilo Boladão, nome artístico de Danilo Mariano Leão Laureano, morreu aos 47 anos após sofrer múltiplas paradas cardíacas. A informação foi divulgada por meio das redes sociais do cantor e confirmada pela família.
Segundo familiares, o artista acordou passando mal e foi levado às pressas para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Zona Leste de Santos. Ele não resistiu e faleceu no hospital.
Luta contra o diabetes
Danilo convivia há cerca de 20 anos com diabetes tipo 1. A doença foi descoberta após ele sentir fortes dores nas pernas depois de cortar as unhas do pé. Ao procurar atendimento médico, recebeu o diagnóstico.
Com o passar dos anos, enfrentou diversas complicações decorrentes da doença e precisou passar por amputações: perdeu três dedos do pé direito, parte do calcanhar esquerdo e também o dedão do mesmo pé. A mais recente cirurgia ocorreu há cerca de dois anos.
De acordo com a esposa do MC, a equipe médica acredita que uma trombose possa ter sido a causa do infarto. Um laudo oficial, no entanto, ainda não foi divulgado.
Trajetória no funk
Figura marcante do funk na Baixada Santista, Danilo Boladão ajudou a transformar o gênero em um fenômeno popular na região. No fim dos anos 1990, formou dupla com Fabinho, conquistando grande público em festas e bailes de Santos.
O artista também teve destaque na carreira solo, com músicas como "Tempo Louco" e "Eu Tô Ligado". Em 2025, ele voltou a se reunir com Fabinho para um show que celebrou os 30 anos de carreira da dupla, reencontrando o público que o acompanhou por mais de duas décadas.
Velório e sepultamento
O velório de MC Danilo Boladão está marcado para as 18h desta quarta-feira (11), no Salão Nobre da Santa Casa de Santos. O sepultamento será na manhã de quinta-feira (12), às 9h, no Cemitério da Areia Branca.
Fãs, amigos e familiares prestaram homenagens nas redes sociais, destacando o legado do artista para o funk e sua trajetória de superação diante das complicações de saúde.