Marido de PM encontrada morta em apartamento nega comportamento abusivo: “Brasil inteiro acha que sou assassino”
Oficial da Polícia Militar de São Paulo contestou acusações da família da vítima enquanto investigação trata o caso como morte suspeita
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O tenente-coronel da Polícia Militar do Estado de São Paulo Geraldo Leite Rosa Neto negou, nesta quarta-feira (11), ter comportamento violento ou abusivo no relacionamento com a policial militar Gisele Alves Santana, encontrada morta com um tiro na cabeça dentro do apartamento do casal, em São Paulo.
Em entrevista à Record TV, o oficial afirmou que as acusações divulgadas pela família da vítima fazem parte de “narrativas” e disse que sua imagem estaria sendo prejudicada. “A família fala o que quiser. É cada dia uma mentira diferente para denegrir a minha imagem. O Brasil inteiro acha que eu sou um assassino”, declarou.
Gisele chegou a ser socorrida, mas não resistiu aos ferimentos. Um laudo do Instituto Médico Legal apontou que a policial apresentava lesões no pescoço e no rosto, com marcas semelhantes a dedos e unhas. O tenente-coronel afirmou acreditar que essas marcas possam ter sido causadas pela filha da policial, de sete anos, durante brincadeiras em que a criança costumava ficar no colo da mãe.
A Polícia Civil de São Paulo trata o caso como morte suspeita e avalia a possibilidade de pedir a prisão do oficial, enquanto as investigações continuam.
Durante a entrevista, o coronel afirmou que ainda não sabe o que teria levado a mulher a tirar a própria vida. “Uma mulher bonita, simpática, jovem”, disse, acrescentando que tem pedido conforto a Deus diante da situação.
Ele também comentou questionamentos sobre ter tomado um segundo banho no dia do ocorrido e sobre o fato de ter retornado ao apartamento após o atendimento à esposa. Segundo o oficial, voltou ao local porque precisava acompanhar a situação no hospital e prestar depoimento à polícia.
O tenente-coronel negou ainda acusações de que controlava a forma como a esposa se vestia ou se comportava. “Pega as redes sociais dela. Em todas as fotos ela está de batom, de maquiagem, muito bem vestida”, afirmou.
Sobre a limpeza realizada no apartamento após o ocorrido, o oficial disse que a decisão teria sido determinada por um superior da corporação e que teria ocorrido somente depois da perícia.
A polícia foi acionada pelo próprio coronel, que relatou ter ouvido um disparo enquanto estava no banho. Ao sair do banheiro, segundo ele, encontrou a esposa caída no chão com sangramento intenso e uma pistola nas mãos. A arma, que pertence ao oficial, estava guardada sobre um armário do quarto e foi apreendida para análise.
Gisele integrava a Polícia Militar havia mais de dez anos e atuava em função administrativa. Ela deixou uma filha de sete anos de um relacionamento anterior.