31 de julho de 2025
investigações

FICCO/AL realiza Operação Assíncrono para desarticular esquema de furto em agências da Caixa

Força Integrada cumpre seis mandados em Maceió contra esquema que desviava bens públicos; técnicos terceirizados são suspeitos de subtrair notebook funcional da Caixa Econômica

Por Redação
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Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL) deflagou a Operação Assíncrono - Foto: Ascom PF

A Força Integrada de Combate ao Crime Organizado em Alagoas (FICCO/AL) deflagrou a Operação Assíncrono, com o objetivo de desarticular um esquema criminoso voltado ao furto qualificado e à receptação de equipamentos de informática pertencentes ao patrimônio da União. A ação, que conta com equipes da Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Penal, cumpre seis mandados judiciais de busca e apreensão domiciliar em endereços na capital alagoana, especialmente nos bairros Cidade Universitária e Benedito Bentes.

As investigações tiveram início após a identificação de um crime ocorrido na agência da Caixa Econômica Federal no município de São Miguel dos Campos, interior do estado. De acordo com as apurações, técnicos terceirizados que prestavam serviços de manutenção no sistema de monitoramento de câmeras do banco teriam se aproveitado do acesso facilitado às dependências da agência para subtrair um notebook funcional de propriedade da União. O equipamento, utilizado para atividades laborais, foi desviado e teria sido repassado a receptadores na região metropolitana de Maceió.

Durante o cumprimento dos mandados, as equipes da FICCO/AL conseguiram recuperar parte dos bens públicos subtraídos, incluindo o notebook furtado da agência bancária. Além disso, foram apreendidos diversos dispositivos eletrônicos que passarão por perícia e análise técnica. O objetivo é localizar outros equipamentos desviados e identificar possíveis novos integrantes da rede de receptação que atua na compra e venda de materiais provenientes de crimes contra o patrimônio público.

A Força Integrada ressalta que a atuação conjunta entre as forças de segurança — Polícia Federal, Polícia Militar e Polícia Penal — tem se mostrado fundamental para o combate eficaz às organizações criminosas e à criminalidade violenta no estado. A desarticulação de grupos estruturados que atentam contra a ordem pública e desviam bens da sociedade é uma prioridade das instituições que compõem a FICCO/AL.

Os investigados agora responderão pelos crimes de furto qualificado e receptação. As penas, se somadas, podem ultrapassar 12 anos de reclusão, dependendo do grau de envolvimento de cada um no esquema criminoso. A Polícia Federal segue com as investigações para aprofundar a responsabilização de todos os envolvidos na subtração e comercialização ilegal de equipamentos públicos em Alagoas.