Recife Frevo Festival celebra 489 anos da cidade com homenagem a Edson Rodrigues e programação gratuita
Segunda edição do evento acontece no Teatro do Parque nesta quinta (12), com orquestras, frevo rural e experimentações contemporâneas; ingressos são gratuitos
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A capital pernambucana completa 489 anos nesta quinta-feira (12), e a data será celebrada ao som do ritmo que é sua maior expressão musical. O Recife Frevo Festival, que chega à segunda edição, ocupa o Teatro do Parque a partir das 19h com uma programação que reúne orquestras tradicionais, artistas contemporâneos e experimentações em torno do gênero.
Os ingressos são gratuitos e estarão disponíveis na bilheteria a partir das 18h. Antes da abertura oficial, às 17h, o público já será recebido com uma seleção musical especial. No sábado (14), as atividades continuam com oficinas e debates no Paço do Frevo.
A edição deste ano chega com um novo calendário. Inicialmente planejado para fevereiro, mês em que se comemora o Dia do Frevo, o festival precisou ser adiado por questões de patrocínio e organização de editais, para não coincidir com o período carnavalesco. A proposta, segundo a realizadora Michelle de Assumpção, é dar continuidade ao evento ano após ano, sempre explorando as múltiplas faces do ritmo. O festival tem apoio do Banco do Nordeste e da Prefeitura do Recife.
Trajetória reconhecida
O maestro Edson Rodrigues será o nome lembrado nesta edição. Com décadas de atuação como compositor, arranjador e regente, ele é uma referência na música instrumental pernambucana e ajudou a construir a sonoridade que embala o carnaval da cidade. A curadoria do festival buscou equilibrar o repertório clássico das orquestras com propostas mais experimentais, criando pontes entre o passado e o presente do frevo.
Entre os momentos aguardados está a apresentação da Orquestra de Bolso (ODB), comandada por Ricardo Pessoa, que subirá ao palco com convidados especiais. Jota Michiles, Patrimônio Vivo de Pernambuco e autor de sucessos como "Bom Demais", é um deles. O grupo também acompanha o frevo rural de Nailson Vieira, além das cantoras Lais Senna e Isadora Melo, que traz o projeto "Um Frevo por Dia". A programação inclui ainda o Duo Frevo, formação camerística com flauta e piano.
Dança e inovação
A presença da dança também marca a programação. Alunos da Escola Municipal de Frevo mostram coreografias de rua, e a passista Inaê Silva realiza intervenções artísticas ao longo da noite. Para Michelle, o corpo que dança frevo também se transforma com o tempo e reflete as mudanças da sociedade. O encerramento fica por conta do projeto multimídia Enigma do Frevo, assinado por DJ Dolores, que propõe interação com o público.
Com o olhar no futuro, a organização planeja ampliar o alcance do festival para outras cidades pernambucanas e estados vizinhos, além de criar um formato de concurso inspirado nos antigos festivais que revelaram grandes nomes do gênero. A ideia é estimular novas composições e dar visibilidade a talentos emergentes, mantendo viva a tradição do frevo como patrimônio cultural.