31 de julho de 2025
DesAparecimento em Bacabal

Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal se pronuncia após novas informações das buscas

Corpo de Bombeiros afirma que crianças não estão perdidas na mata; investigações agora consideram outras possibilidades

Por Redação
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Mãe de crianças desaparecidas em Bacabal se pronuncia após novas informações das buscas - Foto: Reprodução

A mãe das crianças desaparecidas em Bacabal, Clarice Cardoso, voltou a se manifestar após novas informações divulgadas pelas equipes de busca. O comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão, Célio Roberto Araújo, afirmou que as duas crianças ainda desaparecidas não estão na área de mata onde ocorreram as buscas.

O caso envolve o desaparecimento de Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4. Eles desapareceram no dia 4 de janeiro junto com o primo Anderson Kauã, de 8 anos. O menino foi encontrado com vida dias depois, mas as outras duas crianças continuam desaparecidas.

Em entrevista ao Metrópoles, o comandante afirmou que as equipes percorreram toda a área de mata e descartaram a possibilidade de que as crianças estejam perdidas no local. Segundo ele, cerca de 300 pessoas por dia participaram das buscas na região.

“Perdidos na mata eu posso cravar que não estão. Nós palmilhamos cada centímetro da área. As equipes utilizaram inclusive aplicativos de geolocalização para mapear as buscas e chegamos à conclusão de que as crianças não estão ali”, afirmou.

Rastros levam até o rio

De acordo com o comandante, as investigações apontam que as três crianças passaram por um local conhecido como “casa caída”, um casebre abandonado na região. A informação foi relatada por Anderson Kauã após ser encontrado.

Com o apoio de cães farejadores, os bombeiros confirmaram que os três estiveram no local. A partir dali, os rastros teriam seguido até a margem do Rio Mearim.

“Os cães identificaram que as duas crianças chegaram até a margem do rio. A partir disso adotamos uma nova estratégia de buscas”, explicou o comandante.

Equipes realizaram mergulhos e utilizaram sonar para vasculhar o rio, que possui muitas árvores submersas. No entanto, segundo os bombeiros, nenhum vestígio foi encontrado que indique afogamento ou ataque de animais.

Investigação segue aberta

A investigação do caso está sob responsabilidade da Polícia Civil do Maranhão, que segue analisando diferentes hipóteses para o desaparecimento das crianças.

Clarice Cardoso, mãe de Ágatha e Allan, já havia manifestado anteriormente a crença de que os filhos não estariam perdidos na mata. Para ela, existe a possibilidade de que alguém tenha levado as crianças — hipótese que ainda é considerada, embora seja vista como menos provável pelas equipes de segurança.

Nas redes sociais, a mãe publicou uma foto ao lado da filha e fez um novo desabafo. “Tudo que eu peço a Deus é que ele possa trazer vocês de volta pra mim”, escreveu.