Perícia aponta falha humana em acidente com ônibus de romeiros que deixou 16 mortos no Sertão de Alagoas
Laudo descarta falha mecânica e indica que veículo trafegava a cerca de 100 km/h; polícia ouviu sobreviventes e motorista em 5 de março
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A perícia da Polícia Científica concluiu que o acidente com um ônibus que transportava romeiros em São José da Tapera, no Sertão de Alagoas, foi provocado por falha humana. A tragédia ocorreu no dia 3 de fevereiro e deixou 16 pessoas mortas, além de dezenas de feridos.
De acordo com o perito criminal Gerard Deokaran, o veículo trafegava a aproximadamente 100 km/h no momento do acidente. A análise técnica também descartou qualquer falha mecânica que pudesse ter contribuído para o tombamento.
“Constatou-se que não havia nenhuma falha mecânica, o que confirmou os exames realizados no local”, afirmou o perito em entrevista à TV Gazeta.
O ônibus transportava cerca de 60 romeiros que retornavam de Juazeiro do Norte, no Ceará, com destino a cidades de Alagoas quando o acidente aconteceu.
Paralelamente à conclusão da perícia, a Polícia Civil de Alagoas (PCAL) segue com as investigações para esclarecer as circunstâncias da tragédia. No último dia 5 de março, os investigadores realizaram novas oitivas e ouviram sobreviventes do acidente, além do motorista do ônibus, considerado peça importante para a apuração do caso.
Em depoimento, o condutor apresentou sua versão, mas afirmou não se lembrar do momento exato do acidente. Segundo ele, após o impacto teria ficado desacordado e só recuperado a consciência no dia seguinte, já no hospital.
Durante a coleta de depoimentos, os investigadores identificaram divergências em alguns relatos. Por esse motivo, a polícia decidiu reouvir testemunhas que já haviam sido ouvidas anteriormente, com o objetivo de esclarecer pontos considerados importantes para a reconstrução da dinâmica do acidente.
Outras diligências também continuam sendo realizadas para reunir provas e esclarecer todos os detalhes do caso. Após a conclusão do inquérito policial, o procedimento será encaminhado ao Poder Judiciário, que deverá analisar eventuais responsabilidades pela tragédia.